domingo, 1 de março de 2026

Mortos, mas ainda morrendo

 


“Porque quem morreu justificado está do pecado.” (Rm 6:7)


“levando sempre no corpo o morrer de Jesus, para que também a sua vida se manifeste em nosso corpo. Porque nós, que vivemos, somos sempre entregues à morte por causa de Jesus, para que também a vida de Jesus se manifeste em nossa carne mortal.”  (2 Co 4:10-11)


“para o conhecer, e o poder da sua ressurreição, e a comunhão dos seus sofrimentos, conformando-me com ele na sua morte...” (Fp 3:10-11)


Durante muitos anos fiquei intrigado com o desejo de Paulo expresso em Filipenses 3:10, a terceira passagem. Seis anos antes de o apóstolo escrever a Carta aos Filipenses, ele testificou: "Eu fui crucificado com Cristo - [nEle] eu compartilhei de Sua сrucificação; não sou mais eu quem vive, mas Cristo, o Messias, vive em mim; e a vida que agora tenho no corpo eu vivo pela fé - por apegar-me e confiar [completamente] - no Filho de Deus, que me amou e a si mesmo se entregou por mim" (Gl 2:20, Versão Amplificada).

Por que motivo alguém que havia testificado sobre tal morte iria mais tarde dizer: “para o conhecer, e o poder de sua ressurreição, e a comunhão dos seus sofrimentos, conformando-me com ele na sua morte; para, de algum modo, alcançar a ressurreição dentre os mortos" (Fp 3:10, 11)? Se alguém está morto, será que não está morto? Como então Paulo poderia desejar morrer novamente ou continuar a morrer?

Antes de entender a distinção de que falamos anteriormente, eu não conseguia compreender que Paulo não estava mais falando a respeito do morrer do velho homem. Ele está falando como um novo homem de Deus - é propósito seu “preencher o que resta das aflições de Cristo, na minha carne, a favor do seu corpo, que é a igreja..." (Cl 1:24). À medida que ele participasse mais profundamente dos sofrimentos de Cristo, conformando-se ao caminho da Cruz, mais plenamente ele conheceria o poder da ressurreição. Também temos a mesma alegria e privilégio de sermos identificados com o Senhor Jesus ministerialmente.[...]


(Extrato do livro: “O Supremo Propósito de Deus”, DeVern F. Fromke)


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