quarta-feira, 9 de maio de 2018

Talvez...depende...(Preciosa Reflexão)

Conta-se que há muito tempo um homem ganhou um cavalo. Na época, isto era um símbolo de riqueza. Seus vizinhos disseram: - mas que homem de sorte... E ele imperturbável, respondeu: - Talvez, depende... Um dia o cavalo fugiu... Os vizinhos disseram: - Mas que homem de azar, teve a alegria para depois perdê-la. E o homem, mas uma vez respondeu: -Talvez, depende... Algum tempo se passou e um dia o cavalo retornou, agora acompanhado de vinte e cinco outros cavalos selvagens... Os vizinhos, todos admirados, então disseram: - Mas não é que o homem é mesmo um homem de sorte... O homem, sempre tranqüilo e imparcial respondeu: - Talvez, depende... Certa manhã, seu filho foi domar um dos cavalos selvagens e este o derrubou, quebrando-lhe a perna... Então os vizinhos responderam num só coro: - Mas que homem de azar... E como sempre o homem respondeu: - Talvez, depende... Aconteceu que algumas semanas depois estourou a guerra e todos os jovens foram convocados, morrendo todos. Seu filho, no entanto, estava de perna enfaixada e não precisou ir... Todos os vizinhos, mais uma vez disseram: - Que homem de sorte... 

Qual o significado que nós atribuímos aos acontecimentos que nos sobrevêm? ... Saibam meu irmão, minha irmã: Deus muitas vezes nos envia muitas bençãos disfarçadas em tribulações. Portanto, "Não julgues o Senhor por sua razão fraca, mas sim, confia Nele por Sua graça. Por trás de uma providência indiferente, ele esconde um rosto sorridente."

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sexta-feira, 13 de abril de 2018

O CONTRASTE ENTRE RELIGIÃO E EVANGELHO



A religião é obra do homem. O Evangelho nos foi dado por Deus.


A religião é o que o homem faz por Deus. O Evangelho é o que Deus tem feito pelo homem.


A religião é o homem em busca de Deus. O Evangelho é Deus buscando o homem.


A religião é o homem tentando subir a escada de sua própria justiça, na esperança de encontrar-se com Deus no último degrau. O Evangelho é Deus descendo a escada da encarnação de Jesus Cristo e encontrando-se conosco, na condição de pecadores, no primeiro degrau.


A religião é constituída de bons ponto-de-vista. O Evangelho de boas novas.


A religião traz bons conselhos. O Evangelho, uma gloriosa proclamação.


A religião toma o homem e o deixa como está. O Evangelho toma o homem como está e o transforma naquilo que ele deveria ser.


A religião termina como uma reforma exterior. O Evangelho termina com uma transformação interior.


A religião passa uma caiação. O Evangelho alveja.


A religião muitas vezes torna-se uma farsa. O Evangelho é sempre uma força; (o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê) (Romanos 1.16).


Há muitas religiões, mas apenas um Evangelho.


A religião enfatiza o "fazer", enquanto o Evangelho enfatiza a condição de "ser".


A religião diz: "Faça o bem, continue a fazer o bem e eventualmente você se tornará bom". O Evangelho diz: "Primeiro, você nasce de novo, pela Graça de Deus. A consequência natural disso assim como o dia segue a noite, é que você fará o bem".


A religião coloca em destaque princípios e preceitos, códigos e credos. O Evangelho coloca em destaque uma pessoa: JESUS.


A religião diz: "Alcance". O Evangelho: "Obtenha".


A religião diz: "Tente" O Evangelho: "Receba".


A religião diz: "Esforce-se". O Evangelho: "Confie".


A religião diz: "Desenvolva-se a si mesmo". O Evangelho: "Negue-se a si mesmo".


A religião diz: "Salve-se". O Evangelho: "Entregue-se".


A religião diz: "Faça... faça isso, faça aquilo, e será salvo". O Evangelho afirma: "Já foi feito. Creia e será salvo".




Fonte: Jornal Semeador n.º 17




Assista ao vídeo correspondente ao artigo acima:


> A Religião e o Evangelho

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quinta-feira, 12 de abril de 2018

O próprio Cristo (A. B. Simpson)

Antes era a bênção, agora é o Senhor.
Antes era o que eu sentia; agora é a Palavra.
Antes eu queria os dons; agora o Doador.
Antes queria a cura; agora basta-me o próprio Jesus.

Antes era o esforço penoso; agora, a confiança perfeita.
Antes era uma salvação incompleta; agora é a perfeição.
Antes me segurava nEle; agora Ele me segura firmemente.
Antes estava sempre à deriva; agora minha âncora está firme.

Antes era um plenejamento incessante; agora a oração da fé.
Antes era uma preocupação constante; agora Ele cuida de tudo.
Antes era o que eu queria; agora é o que Jesus disser.
Antes era uma petição constante; agora, adoração incessante.

Antes era eu quem trabalhava; agora Ele age por mim.
Antes eu tentava usá-Lo; agora é Ele que me usa.
Antes queria o poder; agora tenho o Todo-Poderoso.
Antes trabalhava por vaidade; agora, tão somente para Ele.

Antes tinha esperança de conhecer Jesus; agora sei que Ele é meu.
Antes minha luz era intermitente; agora brilha intensamente.
Antes esperava a morte; agora anseio por Sua volta.
E minhas esperanças estão firmadas no céu.


(Extraído do livro Jesus Cristo, Ele Mesmo, Editora Betânia)


domingo, 25 de março de 2018

“Conheço um homem em Cristo...” (II Co12:2ª )





Irmãos e irmãs, minha opinião é que em toda a extensão da Escritura Sagrada, uma das expressões que mais toca um filho de Deus é esta: “Em Cristo”. Creio ser esta expressão um assunto para toda a eternidade. Esta é a expressão estabelecida pelo próprio Deus para fazer-nos conhecidos o mistério da Sua vontade segundo a Sua própria determinação e graça, concebida antes dos tempos eternos.(cf. Tt 1:2 ; II Tm 1:9) Num certo sentido, podemos dizer que nesta expressão “em Cristo”, está contido todo o propósito de Deus referente à criação de todas as coisas, a redenção dos Seus eleitos, a glorificação final dos santos e o gozo eterno dos Seus filhos em comunhão com o Senhor. Tudo é “em Cristo”.

“Tudo foi criado por meio dele e para ele.” (Cl 1:16) Podemos ver de antemão que tudo o que o Senhor Deus planejou mesmo antes da fundação do mundo, teve a sua inteira aprovação na sublime pessoa do Seu amado Filho, ou como é nosso propósito aqui vos compartilhar; em Cristo. Leiamos Efésios 1:1-14.

“1 Paulo, apóstolo de Cristo Jesus por vontade de Deus, aos santos que vivem em Éfeso, e fiéis em Cristo Jesus:

2 Graça a vós outros e paz, da parte de Deus, nosso Pai, e do Senhor Jesus Cristo.

3 Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que nos tem abençoado com toda sorte de bênção espiritual nas regiões celestiais em Cristo,

4 assim como nos escolheu nele antes da fundação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis perante ele; e em amor

5 nos predestinou para ele, para a adoção de filhos, por meio de Jesus Cristo, segundo o beneplácito de sua vontade,

6 para louvor da glória de sua graça, que ele nos concedeu gratuitamente no Amado,

7 no qual temos a redenção, pelo seu sangue, a remissão dos pecados, segundo a riqueza da sua graça,

8 que Deus derramou abundantemente sobre nós em toda a sabedoria e prudência,

9 desvendando-nos o mistério da sua vontade, segundo o seu beneplácito que propusera em Cristo,

10 de fazer convergir nele, na dispensação da plenitude dos tempos, todas as coisas, tanto as do céu, como as da terra;

11 nele, digo, no qual fomos também feitos herança, predestinados segundo o propósito daquele que faz todas as coisas conforme o conselho da sua vontade,

12 a fim de sermos para louvor da sua glória, nós, os que de antemão esperamos em Cristo;

13 em quem também vós, depois que ouvistes a palavra da verdade, o evangelho da vossa salvação, tendo nele também crido, fostes selados com o Santo Espírito da promessa;

14 o qual é o penhor da nossa herança, até ao resgate da sua propriedade, em louvor da sua glória.” Observem amados a ênfase que o Espírito através do apóstolo Paulo deixou transparecer neste texto, bem como em todas as epístolas paulinas. Logo na saudação preliminar aparece a expressão “em Cristo” (v.1), como igualmente no verso 3.

Fomos escolhidos “nele” (v.4), “por meio de Jesus Cristo” (v.5), “no Amado” (v.6), “no qual” (v.7), “em Cristo” (v.9), “convergir nele” (v.10), “nele” (v.11), “em Cristo” (v.12). Todas estas expressões referem-se a Cristo. Ora irmãos, isto é muito significativo e maravilhoso aos nossos olhos. Sabemos por revelação do Espírito que “Toda a Escritura é inspirada por Deus...” (II Tm 3:16ª ), e, onde o Senhor estabeleceu todas estas ênfases “em Cristo”, devemos considerar atentamente.

] Foi Archibald Alexander quem disse: “Cristo é o centro das atenções no céu”. Segundo um estudo bíblico, esta expressão “em Cristo” aparece nas epístolas paulinas cerca de 164 vezes e mais outras 6 vezes nas cartas pastorais. Como é oportuna aqui uma observação por Martyn Lloyd-Jones. Disse ele: “Todos os propósitos misericordiosos de Deus são levados a efeito por Cristo, em Cristo, mediante Cristo, do princípio ao fim...Tudo o que Deus, em Sua vontade soberana, por Sua infinita graça, e segundo as riquezas da Sua misericórdia e do mistério da Sua vontade – tudo o que Deus se propôs a realizar e realizou para a nossa salvação, Ele o fez em Cristo...Ser salvo é estar em Cristo; não simplesmente crer no Seu ensino, mas estar nEle, e ser participante da Sua vida, da Sua morte, do Seu sepultamento, da Sua ressurreição, da Sua ascensão”. “porquanto, nele, habita, corporalmente, toda a plenitude da Divindade. porque aprouve a Deus que, nele, residisse toda a plenitude”.

(Cl 2:9 ;1:19) Alguém já disse que “quando Cristo te pertence, tudo quanto se acha nEle também é teu”. O pregador C.H.Spurgeon também nos deixou escrito que “Cristo é a chave de todos os aposentos de Deus”. Só poderemos apropriar-nos das promessas de Deus, permanecendo-nos somente em Cristo. “Tudo aquilo que a Videira produz pertence aos ramos”. Está escrito: “Porque quantas são as promessas de Deus, tantas têm nele o sim; porquanto também por ele é o amém para glória de Deus, por nosso intermédio.” (II Co1:20) A nova criação só pode ser levada à efeito em Cristo, e de nenhuma outra maneira.

“Se alguém está em Cristo, é nova criatura...” (II Co 5:17)“Nenhum cristão se fez cristão por si mesmo”. Cristo é a porta e entrada ao reino de Deus. “Manifestei o teu nome aos homens que me deste do mundo...” (Jo 17:6ª ) A linguagem do cristão é esta: “Assim como estou, sem nada alegar, Senão que o teu sangue deste por mim, E que me atraíste para buscar-Te Ó Cordeiro de Deus, eu venho a Ti. Nada trago em minha mão; Só Tua cruz minh`alma abraça; Busco, nu, vestes de Ti; Mísero, busco Tua graça; Imundo, à fonte já corro: Lava-me, Senhor, ou morro!”

Não podemos nos esquecer de que todos nós estávamos originalmente em Adão. Segundo as Escrituras podemos compreender que geneticamente procedemos dele. “de um só fez toda a raça humana para habitar sobre toda a face da terra...” (At 17:26) Adão foi o representante de toda a raça humana, por isso sua ação teve conseqüências em todos. O apóstolo Paulo afirma em Romanos 5:12 que: “Portanto, assim como por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado, a morte, assim também a morte passou a todos os homens, porque todos pecaram.” “Ora, a nossa salvação - tomando as palavras de Watchman Nee – não vem do fato de Deus nos ter tornado bons, mas de ter-nos salvos de Adão colocando-nos em Cristo”. Agora, nossa consideração é que assim como todos nós estávamos “em Adão” e recebemos as implicações de sua transgressão, agora estamos – os que fomos salvos por Deus – “em Cristo”, recebendo os benefícios de Sua vida, morte, ressurreição e ascensão.

“Tudo o que o Senhor Jesus Cristo fez passa a ser verdade quanto a nós”, disse M.Lloyd-Jones. O capítulo 6 de Romanos apresenta-nos a verdade que quando Cristo foi crucificado, nós fomos crucificados com Ele; quando Ele morreu, nós morremos com Ele; quando Ele foi sepultado, nós fomos sepultados com Ele; quando Ele ressuscitou, nós ressuscitamos com Ele. Ele está sentado nos lugares celestiais e também as Escrituras mostram esta verdade concernente a nós também. “E nos ressuscitou juntamente com ele e nos fez assentar nos lugares celestiais, em Cristo Jesus;” (Ef 2:6) Neste momento, estamos sentados nos lugares celestiais por estarmos “em Cristo”. Existe uma união vital, orgânica, mística, e indissolúvel entre nós.

Disse o apóstolo Paulo na epístola aos Colossenses o seguinte: “porque morrestes, e a vossa vida está oculta juntamente com Cristo, em Deus. Quando Cristo, que é a nossa vida, se manifestar, então, vós também sereis manifestados com ele, em glória.” (Cl 3:3-4) Aleluia! “Em Cristo a Rocha sólida estou firme; todo outro fundamento é areia movediça”. Se você é cristão você está em Cristo, e Cristo em você, logo, Ele “se nos tornou, da parte de Deus, sabedoria, e justiça, e santificação, e redenção,” (I Co 1:30) Contudo, esta preposição “em Cristo”, necessariamente está associada ao tema central da Bíblia, o qual nos lembra Paulo em I Corintios 2:2 dizendo: “Porque decidi nada saber entre vós, senão a Jesus Cristo e este crucificado.”

É pela cruz que fomos inseridos em Cristo. É o Espírito Santo quem nos revela que fomos atraídos por Cristo Jesus na cruz para que recebêssemos a Sua vida na ressurreição. “Cremos por uma única razão, a saber; graças à obra realizada pelo Espírito Santo em nós”. Disse Cristo: “Naquele dia, vós conhecereis que eu estou em meu Pai, e vós, em mim, e eu, em vós.” (Jo 14:20) Nós “em Cristo” na cruz; “Cristo em nós”, na ressurreição. “Estou crucificado com Cristo; logo, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim...” (Gl 2:19b,20ª) Glória a Deus! “Ele nos deu o Seu Filho para tê-Lo de volta em cada um de nós”.

Disse certa vez João Calvino: “O Filho de Deus tornou-se Filho do homem, para que os filhos dos homens se tornassem filhos de Deus”. Percebam amados, o que temos “em Cristo”: “Agora, pois, já nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus.” (Rm 8:1) Em Cristo Jesus não há mais condenação. “E, assim, se alguém está em Cristo, é nova criatura; as coisas antigas já passaram; eis que se fizeram novas.” (II Co 5:17) Em Cristo fomos feitos nova criação por Deus. “para louvor da glória de sua graça, que ele nos concedeu gratuitamente no Amado,” (Ef 1:6) No Amado somos altamente favorecidos por Deus; não há aceitação de qualquer quem seja fora de Cristo Jesus. “no qual temos a redenção, a remissão dos pecados.” (Cl 1:14) Redenção e remissão encontram-se somente em Cristo Jesus. “Aquele que não conheceu pecado, ele o fez pecado por nós; para que, nele, fôssemos feitos justiça de Deus.” (II Co 5:21)

Justificação só encontra-se na pessoa de Cristo, e no Seu sacrifício vicário. “Pagamento, a justiça de Deus não pode demandar, primeiro, da mão sangrenta do Fiador, e então novamente da minha”. “à igreja de Deus que está em Corinto, aos santificados em Cristo Jesus, chamados para ser santos, com todos os que em todo lugar invocam o nome de nosso Senhor Jesus Cristo, Senhor deles e nosso:” (I Co 1:2) Da mesma forma como somos justificados somente por estarmos em Cristo, somos santificados somente por estarmos nEle.

“Porque eu estou bem certo de que nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as coisas do presente, nem do porvir, nem os poderes, nem a altura, nem a profundidade, nem qualquer outra criatura poderá separar-nos do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor.” (Rm 8:38-39) Nenhuma das coisas acima poderá nos separar do amor de Deus por um motivo soberano: o amor de Deus que está em Cristo Jesus nosso Senhor. “Também, nele, estais aperfeiçoados.” (Cl 2:10ª ) Nosso aperfeiçoamento consiste no fato de estarmos em Cristo e permanecermos nEle. Alguém já disse: “Estou em obra, porém completo em Cristo”.

“Porque a lei do Espírito da vida, em Cristo Jesus, te livrou da lei do pecado e da morte.” (Rm 8:2) Nem o pecado e nem a morte tem mais domínio sobre nós por causa da lei do Espírito e da vida em Cristo Jesus. “Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que nos tem abençoado com toda sorte de bênção espiritual nas regiões celestiais em Cristo,” (Ef 1:3) Em Cristo encontra-se toda a sorte de bênção espiritual para os filhos de Deus. Numa oração puritana encontra-se a seguinte expressão: “Nele tu tens me dado tanto que nem o céu pode me dar mais”. Provavelmente foi devido a esta percepção que o apóstolo Paulo referiu-se ao evangelho como sendo “o evangelho das insondáveis riquezas de Cristo,” (Ef 3:8) E tudo o que há em Cristo Jesus passa a ser nosso pela fé.

Isto é; Ele nos confere a fé para apropriarmo-nos de tudo quanto se acha Nele. Watchman Nee expôs do seguinte modo: “À extensão de sua fé no que Deus disse, a essa extensão tudo o que Ele disse será real para você”. Finalmente leremos Filipenses 2:1 que diz: “Se há, pois, alguma exortação em Cristo, alguma consolação de amor, alguma comunhão do Espírito, se há entranhados afetos e misericórdias,” Irmãos e irmãs, pelos versos supracitados podemos ver que toda a provisão de Deus para o Seu povo encontra-se em Cristo. Quando estávamos em Adão, “naquele tempo, estáveis sem Cristo, separados da comunidade de Israel e estranhos às alianças da promessa, não tendo esperança e sem Deus no mundo.

Mas, agora, em Cristo Jesus, vós, que antes estáveis longe, fostes aproximados pelo sangue de Cristo.” (Ef 2:12-13) Ser cristão portanto, é estar em Cristo; não numa denominação, não numa organização, não numa religião; mas em Cristo. Não existe outra forma de expressão mais adequada para definir um cristão senão esta: “conheço um homem em Cristo”. Alguém fez o seguinte comentário neste contexto: “Com esta expressão, Paulo julga e considera a si mesmo e a outros cristãos como “incluídos”, “enxertados”, “localizados” em Cristo. Indica também que Paulo tinha um conceito nada individualista da pessoa de Cristo.

De fato, uma multiplicidade de pessoas encontra-se “em Cristo”, como membros num corpo. Em outros termos, Paulo imagina o Cristo como um ser divino em quem os cristãos de toda a parte habitam. Equivale dizer, Cristo é um ser divino “em” quem todos os fiéis habitam e, ao mesmo tempo, um ser divino que está “em” todos os que nele crêem, por meio do Espírito”. Você está em Cristo? Se positivamente, que bem-aventurado é você! Então somos um em Cristo. Amados, permita-me concluir este tópico citando novamente uma reflexão de M.Lloyd-Jones: “O cristianismo é Cristo. Qualquer coisa que se apresente como cristianismo, mas que não insista na absoluta e essencial necessidade de Cristo, não é cristianismo. Se Ele não for o coração, a alma e o centro, o princípio e o fim do que é oferecido como salvação, não é a salvação cristã, seja lá o que for”.

Amém!


(Levi Cândido)

quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018

Meditação Diária 1

Mas a terra que passais a possuir é terra de montes e de vales: da chuva dos céus beberão as águas; terra de que cuida o Senhor vosso Deus: os olhos do Senhor vosso Deus estão sobre ela continuamente, desde o princípio até o fim do ano. (Dt 11.11,12.)

Estamos hoje, amado leitor, às portas do desconhecido. Diante de nós estende-se o ano novo; vamos conquistá-lo a cada dia. Quem poderá dizer o que teremos pela frente? Que mudanças virão, que novas experiências, que necessidades? Mas aqui está a mensagem de nosso Pai Celeste — mensagem de ânimo, de conforto, de contentamento: "... os olhos do Senhor vosso Deus estão sobre ela continuamente, desde o princípio até ao fim do ano." Sim, do Senhor vem toda a nossa provisão. Nele encontramos a fonte que nunca seca; mananciais e ribeiros que jamais se estancarão. Em Cristo, ó ansioso, está a promessa cheia da graça que nos vem do Pai. E se ele é a fonte das misericórdias, nunca nos faltará misericórdia. Nem calor nem seca poderão pôr fim àquele rio, "cujas correntes alegram a cidade de Deus". A Terra está cheia de montes e vales. Não são só planícies, nem só declives. Se a vida fosse sempre a mesma, ficaríamos oprimidos com a sua monotonia: nós precisamos dos montes e dos vales. Os montes recolhem as chuvas para centenas de vales frutíferos. Assim acontece também conosco: é o monte da dificuldade que nos eleva ao trono da graça e nos traz de volta com chuvas de bênçãos. Os montes, esses montes ásperos da vida, diante dos quais nos espantamos e contra os quais às vezes murmuramos, eles nos trazem águas. Quantos têm perecido no deserto, quando poderiam ter vivido e prosperado em terra montanhosa! Quantos teriam sido abatidos pela neve, açoitados pelos ventos, despojados de suas flores e frutos, não fosse a proteção dos montes — rijos, duros, ásperos, tão difíceis de galgar! Sim, os montes de Deus são para o seu povo uma proteção contra os inimigos. Não podemos ter idéia do efeito que estão tendo em nossa vida as perdas, as dores, as aflições. Confiemos apenas. O Pai vem bem perto, para tomar a nossa mão e guiar-nos hoje pelo caminho. Será um bom, um abençoado ano novo! Segue ao pé do bom Pastor Cada dia. Nele tens todo o sustento, Tudo de que necessitas Na jornada: Cada dia. N. L. Zinzendorf

segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

A Volta Iminente de Jesus e o Nosso Estilo de Vida



Se alguém perguntasse se você acredita em tudo o que está escrito na Bíblia, com certeza a sua resposta seria: “Sim, claro!” Você crê que Deus ama você. Você acredita que uma pessoa que não crê em Jesus será condenada? A sua resposta será: “Sim com certeza, pois a Bíblia ensina isso”. Sua resposta, porém, levantará dúvidas se você não estiver envolvido com evangelismo. Em Tiago 2.20 lemos: “Insensato! Quer certificar-se de que a fé sem obras é inútil?” A mesma declaração nós fazemos a respeito da volta de Jesus. Todos acreditamos que Jesus voltará, mas o nosso estilo de vida não reforça esta declaração. Vivemos a nossa vida como se Jesus nunca voltasse.

Sem dúvida, a volta de Jesus está próxima. Hoje estamos mais perto do que nunca (Rm 13.11). Lemos em Hebreus 10.37: “pois em breve, muito em breve ‘Aquele que vem virá e não demorará’”. Mesmo que não acreditamos firme na promessa de que Jesus voltará em breve, ELE cumprirá a Sua promessa. Ele é fiel com as Suas palavras.

Quando o missionário e pesquisador da África, David Livingstone (1813-1873), atravessou a África pela segunda vez com seus ajudantes da tribo dos Makololo, ficou sem verba. Com o que sobrou de seus pertences, à base de troca, conseguiu convencer um cacique Zambeze para cuidar de sua equipe, até ele voltar da Inglaterra com recursos. Prometeu aos Makololo que voltaria o mais depressa possível para levá-los de volta à sua terra.

Livingstone se foi. Logo os Zambeze começaram a zombar: “Vocês acreditam que esse homem branco vai voltar? Nunca vimos um branco investir tempo e dinheiro em negros”. A resposta dos Makololo foi: “Vocês não conhecem o nosso pai! Ele deixaria a sua vida por nossa causa! Ele volta com certeza e vai levar-nos para casa!”

Passou um ano. Alguns Makololo adoeceram e morreram. Passou o segundo ano. Os Zambeze zombavam cada vez mais. Os Makololo se firmavam mais ainda na promessa: “Ele volta com toda certeza”. – E, de fato: certo dia ouvia-se um barulho estranho. Todos correram para o rio. Um grande barco-a-vapor estava subindo o rio, fungando e fumaçando, o primeiro a percorrer aquele rio. Com grande júbilo, gritando “Nosso pai! Nosso pai!”, os Makololo se atiraram na água, subiram a bordo e abraçaram o homem fiel.

Será que Jesus merece menos confiança do que David Livingstone? Será que Jesus não vai fazer valer Suas palavras: “Vocês verão o Filho do Homem descer em uma nuvem? Os seus lembram de suas palavras: Os céus e a terra passarão, mas as minhas palavras jamais passarão”.

Não precisamos de mais sinais para esperar Jesus a qualquer momento. Estamos vivendo em uma época especial. Todos os acontecimentos aprovam que estamos caminhando para o cumprimento de Apocalipse 13, que prevê um controle total sob a direção do Anticristo. Mas o Arrebatamento acontecerá antes de tudo isso. Por isso, a grande pergunta é: “Como é o nosso estilo de vida, diante destes fatos?” O nosso encontro com Jesus pode ser hoje, através da morte natural, de um acidente ou de um outro acontecimento.

Amar Somente a ELE – Ninguém pode Servir a Dois Senhores

Em Tiago 5.1-6 lemos sobre um estilo de vida que a maioria das pessoas adota e que tem um fim desastroso. O estilo de vida dessas pessoas era um estilo de vida em função do dinheiro. Um ditado diz que “o dinheiro governa o mundo”. Não se pode negar esta verdade. Este estilo de vida também já causou problemas para Asafe. No Salmo 73, ele diz: “Quanto a mim, os meus pés quase tropeçaram; por pouco não escorreguei. Pois tive inveja dos arrogantes quando vi a prosperidade desses ímpios. Eles não passam por sofrimento e têm o corpo saudável e forte. Assim são os ímpios; sempre despreocupados, aumentam suas riquezas” (v. 2-4,12).

Todos nós precisamos de dinheiro, mas a Bíblia alerta em Mateus 6.24 que “ninguém pode servir a dois senhores; pois odiará um e amará o outro, ou se dedicará a um e desprezará o outro. Vocês não podem servir a Deus e ao Dinheiro”.

O dinheiro é considerado um senhor que muitos servem como escravos. A Bíblia é clara: não podemos servir à Deus e viver em função do dinheiro ao mesmo tempo. Em 1Timóteo 6.9-11 lemos: “Os que querem ficar ricos caem em tentação, em armadilhas e em muitos desejos descontrolados e nocivos, que levam os homens a mergulharem na ruína e na destruição, pois o amor ao dinheiro é a raiz de todos os males. Algumas pessoas, por cobiçarem o dinheiro, desviaram-se da fé e se atormentaram com muitos sofrimentos. Você, porém, homem de Deus, fuja de tudo isso...” Em uma versão diferente, lemos no verso 11: “Faz de tudo, para que nada e ninguém se torne mais importante do que Deus, confie Nele e ame ao seu próximo”.

Por isso, o nosso estilo de vida deve ser diferente. Quem ama o dinheiro exclui Deus. No verso 7 lemos sobre um agricultor. Ele prepara a terra e semeia a semente, mas a chuva ninguém pode fazer e sem chuva não há colheita. Precisamos de Deus. Somos chamados para viver em comunhão e em parceria com Deus. Jesus diz em João 15.5: “... sem mim vocês não podem fazer coisa alguma”. Viva com Ele pela fé. Se a chuva vier logo é bom, pela fé digamos “Amém!” Se demorar, “Amém!” Se recebermos cura, ótimo, se não recebermos a cura, amém também. Tenha paciência e não adote um estilo de vida igual aos incrédulos, que procuram resolver as coisas sozinhos com atitudes erradas. Tiago 5.4 e 6 servem como exemplo.

O nosso estilo de vida diante da iminente volta do Senhor deve ser: caminhar com Ele e depender Dele. O apóstolo João também escreve em 1João 2.28: “Filhinhos, agora permaneçam nele para que, quando ele se manifestar, tenhamos confiança e não sejamos envergonhados diante dele na sua vinda”.

Em Hebreus 10.37 lemos que Jesus voltará sem demora. O meu justo viverá pela fé. Isto significa: meu Senhor determina o que acontece e eu aceito isso das mãos Dele. Asafe, que sofreu tentações com o estilo de vida de perversos que não perguntavam o que agradava a Deus, diz no Salmo 73.23: “Contudo, sempre estou contigo”. E, no mesmo salmo: “A quem tenho nos céus senão a ti? E, na terra, nada mais desejo além de estar junto a ti. O meu corpo e o meu coração poderão fraquejar, mas Deus é a força do meu coração e a minha herança para sempre... para mim, bom é estar perto de Deus” (v. 25-26,28).


Todos nós precisamos de dinheiro, mas a Bíblia alerta em Mateus 6.24 que “ninguém pode servir a dois senhores; pois odiará um e amará o outro, ou se dedicará a um e desprezará o outro. Vocês não podem servir a Deus e ao Dinheiro”.

Nós temos este estilo de vida? Estamos juntos a Deus? No verso 6 vemos que os justos dessa época preferiram morrer do que abandonar seu estilo de vida. Eles não se justificaram, mas escolheram o caminho que os manteve em comunhão com o seu Senhor. E com este estilo de vida eles estavam preparados para a volta de Jesus a qualquer momento, sem precisar se envergonhar. Em Mateus 24.48-51 lemos o contrário: “Mas suponham que esse servo seja mau e diga a si mesmo: ‘Meu senhor está demorando’, e então comece a bater em seus conservos e a comer e a beber com os beberrões. O senhor daquele servo virá num dia em que ele não o espera e numa hora que não sabe. Ele o punirá severamente e lhe dará lugar com os hipócritas, onde haverá choro e ranger de dentes”.

Imagine Jesus nos encontrando como Geazi, ele sabia tudo sobre Deus, era servo de um profeta que era um exemplo também com relação ao dinheiro, mas mesmo assim vemos que Geazi serviu não só a Deus, mas também a um outro senhor. Ele não manteve a parceria só com Deus. Quando olhamos para as circunstâncias, talvez abrimos mão de perseverar neste estilo de vida. Pense em Elias, que orou sete vezes, ele também tinha que perseverar e não parou quando depois da primeira oração não recebeu resposta. Ele ficou em comunhão com o seu Senhor e O honrou. É este estilo de vida que temos que aplicar em nossa vida diante da volta iminente de Jesus, viver pela fé em parceria com ELE.

Não desanimar – não desistir

Sem dúvida estamos diante da reta final na nossa vida de fé. Não sei quanto tempo nos resta, mas quero através dessas linhas nos animar a continuar a nossa corrida e não desanimar. O nosso fortalecimento está relacionado com a vinda do Senhor. Precisamos adotar o estilo de vida do apóstolo Paulo, que diz em Filipenses 3.20: “A nossa cidadania, porém, está nos céus, de onde esperamos ansiosamente o Salvador, o Senhor Jesus Cristo”. E, em Filipenses 1.21-23: “Porque para mim o viver é Cristo e o morrer é lucro. Caso continue vivendo no corpo, terei fruto do meu trabalho. E já não sei o que escolher! Estou pressionado dos dois lados: desejo partir e estar com Cristo, o que é muito melhor”.

O apóstolo Paulo viveu um estilo de vida que o deixava preparado para partir para o Senhor a qualquer momento. Isso se tornou uma realidade para ele! Isso influenciou a sua vida e o seu dia a dia no meio de problemas e tribulações. Lemos em Romanos 8.17-18: “Se somos filhos, então somos herdeiros; herdeiros de Deus e co-herdeiros com Cristo, se de fato participamos dos seus sofrimentos, para que também participemos da sua glória. Considero que os nossos sofrimentos atuais não podem ser comparados com a glória que em nós será revelada”.

Ele fortaleceu seu coração com estas verdades e esperava a volta de Jesus. E por isso, ele recomenda falarmos e meditarmos sobre o nosso futuro maravilhoso e o nosso encontro com o Senhor Jesus. Paulo diz em 1Tessalonicenses 4.17-18 que esta espera pela volta de Jesus deve ser nossa fonte de consolo: “Depois nós, os que estivermos vivos, seremos arrebatados com eles nas nuvens, para o encontro com o Senhor nos ares. E assim estaremos com o Senhor para sempre. Consolem-se uns aos outros com essas palavras”.

Sigamos o nosso caminho com a cabeça erguida, mesmo tendo que passar por sofrimentos e dificuldades. Estamos a caminho do melhor. E o maior consolo consiste nas palavras de Jesus. É Ele que prometeu tudo isso. Fortaleçamos os nossos corações com a verdade de que Deus não pode mentir. Com toda certeza, tudo que está escrito na Bíblia vai se cumprir. Habacuque 2.3 diz: “Pois a visão aguarda um tempo designado; ela fala do fim e não falhará. Ainda que demore, espere-a; porque ela certamente virá e não se atrasará”.

Também em Hebreus 6.15-18 somos desafiados a não desistir porque temos forte alento em tudo que Deus é: “E foi assim que, depois de esperar pacientemente, Abraão alcançou a promessa. Os homens juram por alguém superior a si mesmos, e o juramento confirma o que foi dito, pondo fim a toda discussão. Querendo mostrar de forma bem clara a natureza imutável do seu propósito para com os herdeiros da promessa, Deus o confirmou com juramento, para que, por meio de duas coisas imutáveis nas quais é impossível que Deus minta, sejamos firmemente encorajados, nós, que nos refugiamos nele para tomar posse da esperança a nós proposta”.

Neemias experimentou diversas tentações antes de fechar o muro. Isto descreve também a situação que nós estamos vivendo na última etapa antes da volta de Jesus. Como Neemias se fortaleceu? Neemias 4.14: “Fiz uma rápida inspeção e imediatamente disse aos nobres, aos oficiais e ao restante do povo: Não tenham medo deles. Lembrem-se de que o Senhor é grande e temível e lutem por seus irmãos, por seus filhos e por suas filhas, por suas mulheres e por suas casas”.

Noé experimentou nada de animador. Ele foi desprezado e considerado louco, mas não desistiu, mesmo recebendo somente uma palavra do Senhor; perseverou e experimentou um final feliz.

De Davi lemos em 1Samuel 30.6b: “Davi, porém, fortaleceu-se no Senhor, o seu Deus”. A situação que ele experimentou não foi fácil, ele perdeu tudo, esposa, filhos, casa, etc., mas ele não desistiu porque acreditava no Senhor, que é maior do que todos os problemas.

Tudo que experimentamos que é negativo e difícil de entender faz parte da preparação da nossa vida para a eternidade. Podemos ter a certeza de que TUDO tem um propósito. Assim lemos em 2Coríntios 4.16-18: “Por isso não desanimamos. Embora exteriormente estejamos a desgastar-nos, interiormente estamos sendo renovados dia após dia, pois os nossos sofrimentos leves e momentâneos estão produzindo para nós uma glória eterna que pesa mais do que todos eles. Assim, fixamos os olhos, não naquilo que se vê, mas no que não se vê, pois o que se vê é transitório, mas o que não se vê é eterno”.

O nosso estilo de vida, antes da volta de Jesus, deve ser o de não desistir! Imagine como Jesus venceu essa etapa tão difícil antes de Sua crucificação. Hebreus 12.2 diz: “Tendo os olhos fixos em Jesus, autor e consumador da nossa fé. Ele, pela alegria que lhe fora proposta, suportou a cruz, desprezando a vergonha, e assentou-se à direita do trono de Deus”.

A vinda do Senhor está próxima, fortalecei os vossos corações!

Viver Uma Vida em Santificação

Você ainda se lembra da sua infância, quando você brigou com os colegas na escola e neste exato momento entrou o professor? Você arrancou os cabelos do colega e, na presença do professor, uns ficaram com rostos vermelhos de vergonha, e você se defendeu com a justificativa: “foi ele, não eu”. Imagine Jesus voltando e nos encontrando em uma situação semelhante. Este estilo de vida está muito presente em nós. Em Mateus 24.48-50 lemos: “Mas suponham que esse servo seja mau e diga a si mesmo: ‘Meu senhor está demorando’, e então comece a bater em seus conservos e a comer e a beber com os beberrões. O senhor daquele servo virá num dia em que ele não o espera e numa hora que não sabe”.

Já foi mencionado 1João 2.28, que é muito importante neste contexto. Esse versículo trata justamente disso, sermos encontrados com vergonha. O nosso estilo de vida deveria ser a busca constante de purificação e paz com os outros. 1João 3.3 diz: “Todo aquele que nele tem esta esperança purifica-se a si mesmo, assim como ele é puro”. “Feliz o servo que seu senhor encontrar fazendo assim quando voltar” (Mt 24.46). Para não corrermos o risco de sermos encontrados por Jesus tendo atitudes vergonhosas, precisamos viver um estilo de vida como lemos em 2Pedro 3.14: “Portanto, amados, enquanto esperam estas coisas, empenhem-se para serem encontrados por ele em paz, imaculados e inculpáveis”. É justamente por isso que experimentamos tribulações e estamos em processo de transformação, que às vezes não é fácil de suportar. Nestes tempos de sofrimento, é animador se lembrar de outros que também passaram pelas mesmas experiências que nós, e muitas vezes bem mais difíceis. Lemos em Tiago 5.10: “Irmãos, tenham os profetas que falaram em nome do Senhor como exemplo de paciência diante do sofrimento”. Eles perseveraram em dificuldades muito maiores e saíram vitoriosos, e assim eles servem hoje como modelo para nós. O estilo de vida de pessoas que vivem uma vida de santificação serve como modelo para a sua vida, e você verá que a pessoa que optou por este estilo de vida é abençoada. Lemos isso no verso seguinte: “... nós consideramos felizes aqueles que mostraram perseverança”. Viver em santificação deveria ser o estilo de vida para cada filho de Deus, pois esta é a vontade de Deus (1Ts 4.3).

“Imaginemos Jesus voltando amanhã para buscar a Sua Igreja. Imaginemos ter exatamente 24 horas de prazo à nossa disposição. O que seria importante para nós nesse momento? Como usaríamos o tempo disponível?

No começo haveria uma grande agitação. Mas certamente cada um de nós rapidamente faria planos acerca do que ainda desejaria realizar na Terra nessas últimas 24 horas.

Em primeiro lugar, todo crente se humilharia diante de Deus e confessaria todos os pecados que inquietam seu coração e pesam em sua consciência. Em seguida, iríamos rapidamente falar com todas as pessoas contra quem cometemos injustiças, pedindo-lhes perdão e procurando verdadeira reconciliação. Quando não fosse possível fazê-lo pessoalmente, telefonaríamos, escreveríamos ou mandaríamos uma mensagem de voz.

Para estar ainda mais bem preparado para o Arrebatamento, certamente todo crente ainda haveria de pensar sobre as oportunidades de servir negligenciadas e tentaria recuperar as chances perdidas. Acima de tudo, nos empenharíamos para que nossos parentes, amigos e vizinhos ouvissem um testemunho claro da nossa fé. Não mediríamos esforços e faríamos tudo para ganhar a sua atenção. Eles haveriam de perceber a nossa seriedade. E provavelmente nesse dia cada um de nós ganharia pelo menos uma pessoa para Jesus.

Então pensaríamos no nosso dinheiro, lastimando termos dado tão poucas ofertas para o Reino de Deus. Sacaríamos as nossas cadernetas de poupança, distribuindo o dinheiro de maneira sensata onde houvesse necessidade. Nem em sonho alguém pensaria em desperdiçar tempo com divertimentos e lazer nesse dia.


Imaginemos Jesus voltando amanhã para buscar a Sua Igreja. Imaginemos ter exatamente 24 horas de prazo à nossa disposição. O que seria importante para nós nesse momento? Como usaríamos o tempo disponível?

A seguir, iríamos para a última reunião de estudo bíblico e oração na igreja. O prédio seria pequeno demais para tanta gente. Muitos estariam de pé. Todos orariam sem envergonhar-se no meio da grande multidão ou em grupos menores. E quando chegasse a hora dos testemunhos, as pessoas não iriam parar de falar. Cada um contaria das suas experiências com Deus e relataria o que o Senhor fez por seu intermédio nesse dia. Certamente todos os testemunhos terminariam de maneira semelhante: ‘Eu lamento muito porque por tantos anos não vivi de maneira totalmente consagrada, que ajudei tão pouco na expansão do Reino de Deus, que dei poucas ofertas, que quase não testemunhei a outros e que raramente participei das reuniões de oração, porque pretensamente tinha coisas mais importantes a fazer. Espero que o Senhor ainda demore mais um pouco e só volte daqui a dois ou três anos! Então eu mudaria totalmente a minha vida! Gostaria tanto de produzir frutos para a eternidade, de juntar tesouros no céu’.

Ninguém olharia para o relógio desejando que o culto acabasse logo.

É uma atitude absolutamente realista crer que Jesus poderá voltar amanhã. Todos os sinais do nosso tempo mostram que vivemos nos últimos dias. Mas talvez ainda nos restem exatamente esses dois ou três anos de prazo para trabalhar para o Senhor. Assim, nosso desejo de fato estaria realizado e ainda teríamos tempo para recuperar parte daquilo que negligenciamos. Comecemos hoje mesmo!” (Daniel Siemens – http://www.chamada.com.br)

A noiva que vai encontrar o noivo precisa se preparar e se purificar para poder viver com ELE, que é santo por toda a eternidade. O nosso estilo de vida deve ser conforme Hebreus 12.14 diz: “Esforcem-se para viver em paz com todos e para serem santos; sem santidade ninguém verá o Senhor”. Viver para agradar o Senhor não nos permite viver o estilo de vida dos incrédulos. Eles vivem conforme Efésios 4.17-32.

Perseverar

“Irmãos, não se queixem uns dos outros, para que não sejam julgados. O Juiz já está às portas!” Tanto este versículo como também Tiago 1.12 afirmam que se perseveramos teremos um resultado muito feliz. Nós estamos na reta final e vale a pena perseverar. Pense em Jó, foi muito difícil suportar tantos sofrimentos. Em Jó 19.10 ele fala que a sua esperança foi arrancada como a uma árvore. Mas ele perseverou e lemos de um final feliz onde ele foi recompensado. Vale a pena perseverar. Isso já lemos em Habacuque 2.3. Mesmo que a promessa demore para se cumprir, você tem a palavra de Deus que o cumprimento virá. Imagine um atleta que está a uma volta do final e abandona a corrida porque acha que não vai aguentar. Está escrito em 2Timóteo 2.12: “se perseveramos, com ele também reinaremos. Se o negamos, ele também nos negará”.

Após a Segunda Guerra Mundial, muitas mulheres casaram-se outra vez porque não recebiam mais notícias de seus maridos. Achavam que não voltariam mais. Mas, de repente, o esposo voltava e encontrava sua esposa casada com outro. Imagine Jesus voltando e nos encontrando “casados” com outros senhores e outras coisas que não seja Ele!

Por isso lemos em Hebreus 10.35: “Por isso, não abram mão da confiança que vocês têm; ela será ricamente recompensada”. Quem perseverar, ouvirá as palavras: “... nós consideramos felizes aqueles que mostraram perseverança” (Tg 5.11). Maria ouviu as seguintes palavras em Lucas 1.45: “Feliz é aquela que creu que se cumprirá aquilo que o Senhor lhe disse!” Todas as testemunhas em Hebreus 12.1 reforçam este pensamento – vale a pena perseverar: “Portanto, também nós, uma vez que estamos rodeados por tão grande nuvem de testemunhas, livremo-nos de tudo o que nos atrapalha e do pecado que nos envolve e corramos com perseverança a corrida que nos é proposta”. Este tempo de espera e de perseverança nem sempre é algo agradável, mas como 1Pedro 1.6 diz: “Nisso vocês exultam, ainda que agora, por um pouco de tempo, devam ser entristecidos por todo tipo de provação”. Ou Hebreus 12.11: “Nenhuma disciplina parece ser motivo de alegria no momento, mas sim de tristeza. Mais tarde, porém, produz fruto de justiça e paz para aqueles que por ela foram exercitados”. Sem luta não há vitória. Jesus disse em João 16.21-22 que o tempo de perseverança é um tempo difícil, mas tem a sua recompensa.

Perseverar firme não é em vão – vale a pena!

Final Feliz

Veja qual foi a paciência de Jó e o fim que o Senhor lhe deu. O Senhor lhe deu um final feliz porque é muito misericordioso e piedoso. O Senhor preparou um final muito feliz para todos que creem e perseveram até o fim.

Pense em Noé, este homem sofreu durante 120 anos. Ele anunciou a mensagem de Deus e ninguém a aceitou. Ele foi desprezado e a as pessoas zombaram dele, mas ele experimentou um final feliz.
Jó é um exemplo para todos que sofrem no presente. O final dele nos anima a continuar mesmo vivendo com dores. Jó não só foi abençoado materialmente, mas também espiritualmente. “Meus ouvidos já tinham ouvido a teu respeito, mas agora os meus olhos te viram” (Jó 42.5).

Daniel perseverou em um estilo de vida que glorificou o Senhor, e por isso ele sofreu injustiças, mas desfrutou um final feliz.

Asafe, que sofreu de corpo e alma, chegou a uma conclusão no Salmo 73.25-26: “A quem tenho nos céus senão a ti? E, na terra, nada mais desejo além de estar junto a ti. O meu corpo e o meu coração poderão fraquejar, mas Deus é a força do meu coração e a minha herança para sempre”.

Como é que Paulo perseverou na viagem com um navio que naufragou? Em Atos 27.20 lemos: “Não aparecendo nem sol nem estrelas por muitos dias e continuando a abater-se sobre nós grande tempestade, finalmente perdemos toda a esperança de salvamento”. Humanamente sem esperança, mas ele perseverou em fé como lemos em verso 25: “Assim, tenham ânimo, senhores! Creio em Deus que acontecerá conforme me foi dito”. Ele experimentou um final feliz. E quem perseverar vai ouvir as palavras que Maria também ouviu: “Feliz é aquela que creu que se cumprirá aquilo que o Senhor lhe disse!” (Lc 1.45).

Já hoje e agora a pessoa que persevera experimente essa benção, depois da provação vem a exaltação. Como foi na vida de Jô, o “depois” será maravilhoso. Lemos em Jó 42.10 e 12: “Depois que Jó orou por seus amigos, o Senhor o tornou novamente próspero e lhe deu em dobro tudo o que tinha antes. O Senhor abençoou o final da vida de Jó mais do que o início. Ele teve catorze mil ovelhas, seis mil camelos, mil juntas de boi e mil jumentos”.

Não sei descrever quanto maior serão as bênçãos quando chegarmos no nosso final feliz, mas eu tenho a certeza absoluta que será numa proporção que não podemos explicar com palavras. Em 1Coríntios 2.9 lemos: “Olho nenhum viu, ouvido nenhum ouviu, mente nenhuma imaginou o que Deus preparou para aqueles que o amam”.

Ele preparou um final feliz para você que perseverar até ao final. Vale a pena, meu irmão e minha irmã, continuar nas lutas e sofrimentos, pois sabemos o que está escrito em Filipenses 1.23 e Romanos 8.18 são fatos: “Estou pressionado dos dois lados: desejo partir e estar com Cristo, o que é muito melhor” (incomparavelmente melhor), porque “considero que os nossos sofrimentos atuais não podem ser comparados com a glória que em nós será revelada”. Estamos a caminho do melhor!

Por isso, levanta-te e siga para o alvo para um final feliz sem fim. — Ernesto Kraft

domingo, 11 de fevereiro de 2018

CRISTO ATRATIVO




E eu, quando for levantado da terra, atrairei todos a mim mesmo. De longe se me deixou ver o SENHOR, dizendo: Com amor eterno eu te amei; por isso, com benignidade te atraí. Atraí-os com cordas humanas, com laços de amor; fui para eles como quem alivia o jugo de sobre as suas queixadas e me inclinei para dar-lhes de comer.” (Jo 12:32; Jr 31:3; Os 11:4)

Não é meu propósito aqui informar-lhes sobre física, química ou biologia. Mas, permitam-me usar algumas ilustrações que nos auxiliam na contemplação dos maravilhosos versículos supracitados e o que podemos aprender disso.
1.       O imã e as limalhas de ferro
Ao passarmos o imã sobre várias limalhas de ferro, numa pequena distância, ele as atrai a si devido ao campo magnético que o mesmo provoca. Esse campo magnético produzido pelo imã magnetiza o ferro de forma que os seus imãs elementares se alinham no sentido do campo que é aplicado, ou seja, o ferro se transforma em um imã, ocorrendo dessa forma a sua atração.
2.       O sol e os girassóis
Ao contemplarmos os girassóis em dias ensolarados, veremos que eles são atraídos em direção ao sol e se movem segundo o seu movimento. Isso ocorre porque o crescimento do caule dos girassóis responde à ação da luz; a saber, essa planta é adaptada para captar a maior quantidade possível de energia solar, absorvendo mais luz para fabricar energia.
Nessas ilustrações, podemos ser comparados às limalhas de ferro e aos girassóis e Cristo ao imã e ao sol. É obvio que essa comparação é somente um empréstimo temporário para nossa consideração. É digno de nota considerar primeiramente que, sem a ação do imã e do sol, não haveria resposta desses elementos atraídos. Igualmente, sem a ação de Cristo de nos atrair a Si mesmo, não haveria qualquer resposta em nós em direção a Ele. Ainda é interessante considerar o contraste existente entre Cristo Jesus e nós (diferentemente do aspecto semelhante do imã em relação ao ferro e do sol em relação aos girassóis), e como pôde ser tornado possível essa atração espiritual. Por exemplo, por um lado, sendo Cristo Jesus a própria Vida, a base da criação de tudo, Deus de Deus, Luz da Luz, verdadeiro Deus de verdadeiro Deus, gerado não feito, de uma só substância com o Pai..., e do outro nós, criaturas finitas, miseráveis pecadores, mortos em delitos e pecados, estando em trevas espirituais..., o que tornou possível essa atração? Irmãos e irmãs, isso é maravilhoso contemplarmos à luz da obra do Calvário. Primeiramente foi devido ao Seu imensurável amor por nós, segundo o Seu eterno propósito; Ele nos amou com um amor eterno e com Sua amorável benignidade nos atraiu. Sim, existe um importante aspecto que devemos mencionar em relação a isso para considerar. Vejam - retomando a ilustração do imã e as limalhas-, permitam-me repetir um detalhe importante para questão de ênfase: Para que o ferro seja atraído ao imã se faz necessário que haja uma imantação desse ferro, ou seja, ele precisa ser transformado em um imã. Digno de nota, como já disse é a seguinte consideração: Por nós mesmos, jamais poderia haver qualquer resposta satisfatória em direção a Cristo, pois o nosso estado era puro antagonismo em relação a Ele. Não poderíamos, por assim dizer, nos tornar semelhantes a Ele por causa do nosso estado miserável em que encontrávamos no pecado e por sermos completamente contrários à Sua natureza. Há muitos que dizem: “Os opostos se atraem”, porém para outros isso é divergente e inadmissível. Sem investigar qual é o argumento correto, o interessante é que em Cristo essa questão é inteiramente sanada em ambos os casos. Por exemplo: Quão diferentes de Cristo somos em nossa natureza adâmica! Mas, com Ele se fez semelhante a nós! Vejam a beleza disso: Como não havia essa possibilidade em nós mesmos de nos tornarmos como Ele, Ele se tornou como nós - mas sem pecado -, para que fosse possível a nossa atração e salvação. “Mas ele respondeu: Os impossíveis dos homens são possíveis para Deus. Porquanto o que fora impossível à lei, no que estava enferma pela carne, isso fez Deus enviando o seu próprio Filho em semelhança de carne pecaminosa e no tocante ao pecado; e, com efeito, condenou Deus, na carne, o pecado.” (Lc 18:27; Rm 8:3) O princípio da homeopatia, criado por Samuel Hahnemann, ilustra bem esse ponto. Esse princípio foi traduzido do latim "Similia Similibus Curentur", que significa: "o semelhante cura o semelhante". Irmãos e irmãs vejam a beleza disso: Deus enviou seu próprio Filho em corpo humano como o nosso - com a exceção de que o nosso é pecador - e destruiu o controle do pecado sobre nós, dando-Se a Si mesmo como sacrifício por nossos pecados. “E do modo por que Moisés levantou a serpente no deserto, assim importa que o Filho do Homem seja levantado para que todo o que nele crê tenha a vida eterna. Por isso mesmo, convinha que, em todas as coisas, se tornasse semelhante aos irmãos, para ser misericordioso e fiel sumo sacerdote nas coisas referentes a Deus e para fazer propiciação pelos pecados do povo.” (Hb 2:14; Jo 3:14-15) Jesus não era um Super-Homem, como muitos imaginam ou sugerem, mas um homem real, sujeito a todas as tentações e provações, Ele foi ‘reconhecido em figura humana’, mas graças a Deus, sem mácula alguma em Seu caráter. Quem era Ele? O justo morrendo pelos injustos. O Amado de Deus Pai, assumindo o lugar de pecadores rebeldes na cruz. O Filho de Deus tornou-se homem para possibilitar que os homens se tornassem filhos de Deus.¹ Aquele que é celestial assumiu a natureza humana, para que aqueles que eram apenas humanos se tornassem celestiais.²  Isto não é maravilhoso? Avançaremos ainda em mais um importante detalhe. Os girassóis da ilustração acima é, igualmente, uma interessante analogia desse argumento. Como já foi dito, eles são atraídos ao sol porque o crescimento do caule dos mesmos responde à ação da luz. Isso é muito interessante em nossa reflexão porque eles são adaptados para captar a maior quantidade possível de energia solar, absorvendo mais luz para fabricar energia. Ora, nós estávamos em trevas espirituais e nem mesmo havia em nossa natureza condição alguma para ‘captar luz’, mas Aquele, “a saber, a verdadeira luz, que, vinda ao mundo, ilumina a todo homem” (Jo 1:9), se manifestou para que vemos através da sua luz. O profeta Isaías havia profetizado que “o povo que está andando na escuridão verá uma grande Luz. Essa Luz vai brilhar e iluminar todos os que vivem na região da sombra da morte.” (Is 9:2)* Em Cristo Jesus essa profecia cumpriu-se literalmente, “Pois Deus, que disse: "Haja luz na escuridão", nos fez compreender que é o brilho da sua glória que se vê no rosto de Jesus Cristo.” (2 Co 4:6) Acerca disso disse o salmista Davi: “Pois Tu és a Fonte da vida; quando somos iluminados com a tua Luz, então podemos ver de verdade.” (Sl 36:9)* Irmãos e irmãs, isso não poderia ter acontecido, digo com reverência, ter sido levado à efeito sem a nossa atração no corpo de Cristo crucificado. Se não fora por intermédio do Cristo atrativo continuaríamos separados de Deus e em trevas espirituais eternamente. Mas vejam a importância disso. “E eu, quando for levantado da terra, atrairei todos a mim mesmo.” (Jo 12:32)    
Cristo Jesus, ao ser crucificado, nos atraiu a Si para que fôssemos salvos através da Sua vida, morte, ressurreição e ascensão. Ele, o Grão de Trigo real foi enviado à terra para que, por Seu sofrimento vicário, justificasse a muitos, conduzindo-os à glória como filhos de Deus. Ele mesmo disse que "Eu devo morrer como um grão de trigo que cai dentro da terra. Se Eu não morrer, ficarei sozinho - uma semente isolada. Porém a minha morte produzirá muitos novos grãos de trigo - uma abundante safra de novas vidas. (Jo 12:24)* Irmãos amados, essas palavras cumprem o que está relatado no profeta Isaías 53. “Ele verá o fruto do penoso trabalho de sua alma e ficará satisfeito; o meu Servo, o Justo, com o seu conhecimento, justificará a muitos, porque as iniquidades deles levará sobre si.” (Is 53:11)
Vamos considerar na sequência alguns preciosos versos que nos mostram a preciosidade da obra da cruz que o Cristo atrativo realizou por nós.
a)      Cristo Se tornou nosso Substituto perante Deus. “Pois também Cristo morreu, uma única vez, pelos pecados, o justo pelos injustos, para conduzir-vos a Deus; morto, sim, na carne, mas vivificado no espírito. Aquele que não conheceu pecado, ele o fez pecado por nós; para que, nele, fôssemos feitos justiça de Deus.” (1Pe 3:18; 2Co 5:21)

b)      Morremos para o pecado que nos condenavam e nos separavam de Deus. “sabendo isto: que foi crucificado com ele o nosso velho homem, para que o corpo do pecado seja destruído, e não sirvamos o pecado como escravos; porquanto quem morreu está justificado do pecado. Porque, se nós, quando inimigos, fomos reconciliados com Deus mediante a morte do seu Filho, muito mais, estando já reconciliados, seremos salvos pela sua vida; e não apenas isto, mas também nos gloriamos em Deus por nosso Senhor Jesus Cristo, por intermédio de quem recebemos, agora, a reconciliação.” (Rm 6:6,7; 5:9-11)

c)       Fomos sepultados com Ele na morte pelo batismo, consequentemente, as coisas velhas ficaram para trás. “Fomos, pois, sepultados com ele na morte pelo batismo; para que, como Cristo foi ressuscitado dentre os mortos pela glória do Pai, assim também andemos nós em novidade de vida.” (Rm 6:4) A sua morte tornava-se a nossa morte para que recebêssemos a sua vida ressurreta.

d)      Fomos ressuscitados juntamente com Ele, e assim, ‘regenerados’ por Deus. “e, juntamente com ele, nos ressuscitou, e nos fez assentar nos lugares celestiais em Cristo Jesus. Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que, segundo a sua muita misericórdia, nos regenerou para uma viva esperança, mediante a ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos.” (Ef 2:6; 1 Pe 1:3)

e)      O resultado dessa união: Foi trazido à existência um Novo Homem corporativo de uma nova criação. “Portanto, se alguém está em Cristo, é nova criação. As coisas antigas já passaram; eis que surgiram coisas novas! Porque ele é a nossa paz, o qual de ambos fez um; e, tendo derribado a parede da separação que estava no meio, a inimizade, aboliu, na sua carne, a lei dos mandamentos na forma de ordenanças, para que dos dois criasse, em si mesmo, um novo homem, fazendo a paz, e reconciliasse ambos em um só corpo com Deus, por intermédio da cruz, destruindo por ela a inimizade. E, vindo, evangelizou paz a vós outros que estáveis longe e paz também aos que estavam perto; porque, por ele, ambos temos acesso ao Pai em um Espírito. Assim, já não sois estrangeiros e peregrinos, mas concidadãos dos santos, e sois da família de Deus, edificados sobre o fundamento dos apóstolos e profetas, sendo ele mesmo, Cristo Jesus, a pedra angular; no qual todo o edifício, bem ajustado, cresce para santuário dedicado ao Senhor, no qual também vós juntamente estais sendo edificados para habitação de Deus no Espírito. (2 Co 5:17;Ef 2:14-22)
Vamos concluir essa reflexão com uma consideração final. Em nossas ilustrações anteriores, vimos que um pedaço de ferro só é atraído por um imã quando, mediante a aplicação de um campo magnético, ocorre o alinhamento de seus imãs elementares. Uma observação interessante e curiosa a esse respeito é que, se o campo magnético do imã for bastante intenso, a orientação dos átomos do ferro permanecerá ordenada mesmo depois que o imã for retirado. Assim, o próprio ferro passa a ter um campo magnético capaz de atrair outros objetos ferrosos. Amados irmãos, guardem esta importante observação por um instante na memória que logo retornaremos a ela e vamos agora, por um pouco, retornar aos girassóis para extrair uma preciosa lição de ambos. Como vimos, a natureza dos girassóis é estarem sempre voltados em direção ao sol enquanto ele estiver ativo. Porém nos dias nublados e chuvosos, quando o sol fica totalmente encoberto pelas nuvens, eles se voltam uns para os outros para dividirem entre si as suas energias. Essas são algumas observações confirmadas por alguns estudiosos de biologia. “O ciclo de um girassol é sempre o mesmo: Todos os dias, despertam e acompanham o Sol como as agulhas de um relógio. À noite, percorrem o sentido contrário para esperar novamente sua saída na manhã do dia seguinte...”³
Talvez os irmãos já tenham alguma noção do que pretendo sugerir com essas observações. Vamos à evidência dos fatos: Assim como, no caso das limalhas de ferro ocorre o alinhamento de seus imãs elementares e, se o campo magnético do imã for bastante intenso, a orientação dos átomos do ferro permanecerá ordenada mesmo depois que o imã for retirado, assim também com respeito à consequência da atração espiritual do Cristo crucificado e ressurreto. Primeiro há o alinhamento dos santos pela atração de Cristo e depois da Sua morte e ressurreição, quando o Senhor foi “retirado” - ascendido ao céu ao completar sua obra redentora -, o Espírito Santo foi enviado à Igreja para mantê-los alinhados, unidos ao Cabeça ressuscitado e glorificado até ao resgate da Sua propriedade, em louvor da Sua glória. Podemos certificar a mesma coisa com respeito aos girassóis: A natureza dos mesmos é estarem sempre voltados em direção ao sol enquanto ele estiver ativo. Porém nos dias nublados e chuvosos, quando o sol fica totalmente encoberto pelas nuvens, eles se voltam uns para os outros para dividirem entre si as suas energias. Sim, mais uma vez: Nosso Senhor Jesus foi morto, ressuscitado ao terceiro dia e após permanecer quarenta dias com os discípulos foi ascenso ao céu, derramando o Seu Espírito para estar completando a boa obra nos Seus santos até ao Seu retorno em glória. Nesse ínterim, os crentes devem estar sob a assistência e direção do Espírito Santo, voltados uns aos outros para dividirem o depósito outorgado por Ele com o fim de serem edificados, crescendo juntos na graça e no conhecimento do Senhor, servindo uns aos outros em amor, olhando firmemente para Jesus, o autor e o consumador da fé... “Como é bom e agradável quando os irmãos vivem em união! Essa união é como o óleo perfumado derramado sobre a cabeça de Arão, escorrendo pela barba, até a bainha da roupa do grande sacerdote. Essa união perfeita é como o orvalho que cai sobre o monte Hermom e desce sobre os montes de Sião. O SENHOR derrama ali suas bênçãos e dá vida eterna.” (Sl 133)* Os santos estarem unidos pelo Espírito Santo ao Cabeça entronizado, vivendo para a glória de Deus Pai, servindo-O e servindo uns aos outros, membros do corpo de Cristo..., cumpre o propósito do Senhor até a Sua volta em glória. “Leva-me após ti, apressemo-nos. O rei me introduziu nas suas recâmaras. Em ti nos regozijaremos e nos alegraremos; do teu amor nos lembraremos, mais do que do vinho; não é sem razão que te amam.” (Ct 1:4) Que o Senhor nos fale ao coração. Amém.  


NOTAS:
¹C.S.Lewis
²Alguém
³Documentário: Ciência e Saúde
*Nova Bíblia Viva