"Porque não queremos, irmãos, que ignoreis a natureza da tribulação que nos sobreveio na [província da) Ásia, porquanto foi acima de nossas forças, a ponto de desesperarmos até da (própria] vida. Contudo, já em nós mesmos tivemos a própria sentença de morte, para que não confiemos em nós, e, sim, no Deus que ressuscita os mortos" (2Co 1:8, 9, Amp.)
No que diz respeito à ressurreição, a conformidade com a morte na Cruz significa uma fraqueza cada vez maior em nós mesmos e não um crescente sentimento de força! Nosso desejo natural é sentir que somos fortes e que podemos fazer isto ou aquilo. Fraqueza é o caminho da Cruz, pois vivemos pela vida e força de Outro.
Vamos citar o testemunho de Jessie Penn-Lewis, que fala de uma crise em sua vida que aconteceu após sua libertação do domínio do pecado. Enquanto desfrutava da obra da Cruz como uma experiência gratificante, ela começou a ler um livro a respeito do caminho da Cruz. Ela testemunha:
Enquanto lia o livro, eu vi claramente o caminho da Cruz e tudo o que ele poderia significar. Em um primeiro momento, coloquei o livro de lado e disse "Não, eu não andarei nesse caminho. Perderei toda a minha experiência gloriosa”.
Mas no dia seguinte peguei o livro novamente e ouvi o Senhor gentilmente dizer-me: "Se você deseja uma vida mais profunda, uma comunhão ininterrupta com Deus, este é o caminho."
Eu pensei: "Devo fazer isto? Não!". E novamente coloquei o livro em um canto.
No terceiro dia peguei o livro mais uma vez. Novamente o Senhor disse: "Se você deseja fruto, esse é o caminho. Não vou retirar a alegria consciente de você, pode conservá-la se assim desejar; mas terá que escolher: ou fica com ela para você mesma, ou anda neste caminho e produz fruto. Qual dos dois você escolherá?"
Então, por Sua graça, eu disse: "Escolho o caminho da frutificação” e cessou todo e qualquer sentimento de experiência consciente. Durante algum tempo eu caminhei em trevas tão intensas - as trevas da fé, que até mesmo tive a impressão de que Deus não existia.
E novamente por sua graça eu disse: “Sim, eu só estou recebendo aquilo que escolhi", então prossegui com reuniões e depois comecei a ver o fruto. A partir daquele momento entendi e reconheci que era o ‘morrer’ e não o ‘fazer’ que produzia fruto espiritual. O segredo de uma vida frutífera é, em resumo, dar-se à outros e não desejar nada para si mesmo; colocar-se completamente nas mãos de Deus e não se preocupar com o que acontece com você.
(Do livro ‘Memoirs’, de M. N. Garrard.)
(Extrato de “O Supremo Propósito de Deus”, por: DeVern F. Fromke)
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