domingo, 1 de março de 2026

Experiências do caminho da Cruz



 "Porque não queremos, irmãos, que ignoreis a natureza da tribulação que nos sobreveio na [província da) Ásia, porquanto foi acima de nossas forças, a ponto de desesperarmos até da (própria] vida. Contudo, já em nós mesmos tivemos a própria sentença de morte, para que não confiemos em nós, e, sim, no Deus que ressuscita os mortos" (2Co 1:8, 9, Amp.)


No que diz respeito à ressurreição, a conformidade com a morte na Cruz significa uma fraqueza cada vez maior em nós mesmos e não um crescente sentimento de força! Nosso desejo natural é sentir que somos fortes e que podemos fazer isto ou aquilo. Fraqueza é o caminho da Cruz, pois vivemos pela vida e força de Outro.

Vamos citar o testemunho de Jessie Penn-Lewis, que fala de uma crise em sua vida que aconteceu após sua libertação do domínio do pecado. Enquanto desfrutava da obra da Cruz como uma experiência gratificante, ela começou a ler um livro a respeito do caminho da Cruz. Ela testemunha:

Enquanto lia o livro, eu vi claramente o caminho da Cruz e tudo o que ele poderia significar. Em um primeiro momento, coloquei o livro de lado e disse "Não, eu não andarei nesse caminho. Perderei toda a minha experiência gloriosa”.

Mas no dia seguinte peguei o livro novamente e ouvi o Senhor gentilmente dizer-me: "Se você deseja uma vida mais profunda, uma comunhão ininterrupta com Deus, este é o caminho."

Eu pensei: "Devo fazer isto? Não!". E novamente coloquei o livro em um canto.

No terceiro dia peguei o livro mais uma vez. Novamente o Senhor disse: "Se você deseja fruto, esse é o caminho. Não vou retirar a alegria consciente de você, pode conservá-la se assim desejar; mas terá que escolher: ou fica com ela para você mesma, ou anda neste caminho e produz fruto. Qual dos dois você escolherá?"

Então, por Sua graça, eu disse: "Escolho o caminho da frutificação” e cessou todo e qualquer sentimento de experiência consciente. Durante algum tempo eu caminhei em trevas tão intensas - as trevas da fé, que até mesmo tive a impressão de que Deus não existia.

E novamente por sua graça eu disse: “Sim, eu só estou recebendo aquilo que escolhi", então prossegui com reuniões e depois comecei a ver o fruto. A partir daquele momento entendi e reconheci que era o ‘morrer’ e não o ‘fazer’ que produzia fruto espiritual. O segredo de uma vida frutífera é, em resumo, dar-se à outros e não desejar nada para si mesmo; colocar-se completamente nas mãos de Deus e não se preocupar com o que acontece com você. 

(Do livro ‘Memoirs’, de M. N. Garrard.)


(Extrato de “O Supremo Propósito de Deus”, por: DeVern F. Fromke)


Mortos, mas ainda morrendo

 


“Porque quem morreu justificado está do pecado.” (Rm 6:7)


“levando sempre no corpo o morrer de Jesus, para que também a sua vida se manifeste em nosso corpo. Porque nós, que vivemos, somos sempre entregues à morte por causa de Jesus, para que também a vida de Jesus se manifeste em nossa carne mortal.”  (2 Co 4:10-11)


“para o conhecer, e o poder da sua ressurreição, e a comunhão dos seus sofrimentos, conformando-me com ele na sua morte...” (Fp 3:10-11)


Durante muitos anos fiquei intrigado com o desejo de Paulo expresso em Filipenses 3:10, a terceira passagem. Seis anos antes de o apóstolo escrever a Carta aos Filipenses, ele testificou: "Eu fui crucificado com Cristo - [nEle] eu compartilhei de Sua сrucificação; não sou mais eu quem vive, mas Cristo, o Messias, vive em mim; e a vida que agora tenho no corpo eu vivo pela fé - por apegar-me e confiar [completamente] - no Filho de Deus, que me amou e a si mesmo se entregou por mim" (Gl 2:20, Versão Amplificada).

Por que motivo alguém que havia testificado sobre tal morte iria mais tarde dizer: “para o conhecer, e o poder de sua ressurreição, e a comunhão dos seus sofrimentos, conformando-me com ele na sua morte; para, de algum modo, alcançar a ressurreição dentre os mortos" (Fp 3:10, 11)? Se alguém está morto, será que não está morto? Como então Paulo poderia desejar morrer novamente ou continuar a morrer?

Antes de entender a distinção de que falamos anteriormente, eu não conseguia compreender que Paulo não estava mais falando a respeito do morrer do velho homem. Ele está falando como um novo homem de Deus - é propósito seu “preencher o que resta das aflições de Cristo, na minha carne, a favor do seu corpo, que é a igreja..." (Cl 1:24). À medida que ele participasse mais profundamente dos sofrimentos de Cristo, conformando-se ao caminho da Cruz, mais plenamente ele conheceria o poder da ressurreição. Também temos a mesma alegria e privilégio de sermos identificados com o Senhor Jesus ministerialmente.[...]


(Extrato do livro: “O Supremo Propósito de Deus”, DeVern F. Fromke)


Experiências do caminho da Cruz

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