quinta-feira, 24 de setembro de 2026

O que significa comer o pão e beber o cálice indignamente?


Uma interpretação errônea do termo “indignamente” tem impedido algumas pessoas conscienciosas de se aproximarem da Mesa. Elas raciocinam assim: “Nunca posso ter certeza de que sou digno. Sei que meu Salvador é digno, que toda santidade, toda pureza, toda bondade são Dele, mas estou tão consciente das impurezas que brotam do meu próprio coração mau, estou tão consciente das minhas frequentes falhas em pensamento, palavra e ação, que, se a questão é dignidade, não ouso vir à Mesa do Senhor, não ouso receber esses elementos sagrados, pois estou muito longe de ser digno”. Permita-me dizer-lhe, meu amigo consciencioso, que a palavra aqui não é “indigno”, mas sim “indignamente”, referindo-se não à pessoa, mas ao estado de espírito com que alguém se aproxima da Mesa do Senhor. É claro que, por nós mesmos, somos totalmente indignos, mas encontramos aceitação naquele que é digno, e em Cristo todo crente é digno de se aproximar da Mesa do Senhor. Lembro-me de ter lido sobre um santo idoso oprimido por um sentimento de indignidade. Ele se curvou, chorando, enquanto os emblemas sagrados circulavam e se recusou a tocar no pão. Quando o diácono o ofereceu, ele soluçou: “Sou um pecador grande demais para receber algo tão santo”, e o velho ministro das Terras Altas exclamou: “Tome, meu amigo, tome; Jesus morreu pelos pecadores e por mais ninguém”. Ah, sim, o próprio reconhecimento da minha pecaminosidade é o que me dá o direito de vir, porque “Esta palavra é fiel e digna de toda aceitação: que Cristo Jesus veio ao mundo para salvar os pecadores” ( 1 Timóteo 1:15 ). Se eu realmente sinto a minha pecaminosidade, a confesso e deposito a minha confiança no Salvador dos pecadores, então nEle encontro a minha dignidade.

(Henry A. Ironside)

Quem O tem, tem tudo



Há momentos em que o caminho se torna pesado demais para ser explicado.

Não porque erramos o rumo, mas porque fomos levados mais fundo.

Watchman Nee, ao refletir sobre a fragrância derramada em Betânia, coloca diante de Deus uma oração que revela o ponto mais alto da maturidade espiritual:

“Senhor, estou disposto a deixar tudo por Ti; não apenas pela Tua obra, não pelos Teus filhos,não por qualquer outra coisa, mas por Ti mesmo.”

Essa não é a voz de quem desistiu, e sim, a voz de quem atravessou a obra, o serviço e até mesmo a igreja — e encontrou o próprio Deus do outro lado.

Há um estágio da caminhada em que Deus já não nos sustenta mais com resultados visíveis, aplausos, crescimento ou reconhecimento. Ele nos sustenta com Ele mesmo.

E isso dói. Porque tudo o que antes nos motivava começa a ser retirado — não por crueldade, mas por amor.

O Senhor não está nos esvaziando para nos perder. Ele está nos esvaziando para nos possuir.

Assim como o perfume de Maria só encheu a casa quando foi totalmente derramado, há uma fragrância que só se manifesta quando paramos de viver para algo e começamos a viver para Alguém.

Se hoje você sente que está perdendo forças, perdendo referências, perdendo até palavras… Talvez não seja perda. Talvez seja consagração profunda.

Deus não busca pessoas úteis. Ele busca pessoas que se  entregam a Ele e não à Sua obra.

E quando tudo parece silêncio, quando a obra pesa, quando o coração se cansa, ainda assim podemos dizer, com reverência e verdade:

“Senhor, mesmo que eu tivesse que passar por tudo novamente…

não seria pela obra, nem pelas pessoas, nem por mim mesmo —

seria por Ti.” Porque no fim, só Ele permanece.

E quem O tem, tem tudo.


(L. Fontes)


Guardai muito as vossas almas

 “Guardai muito as vossas almas.”

(Josué 23.11)


O ouro não pode ser usado como moeda enquanto acha-se misturado ao quartzo

e à rocha em que fica incrustado. Assim, sua alma é inútil para Deus até que seja ela

arrancada do pecado, do mundanismo e do egoísmo em que se encontra enterrada. Mas,

pelo poder regenerador do Espírito, você precisa ser moldado e separado para Cristo,

recebendo a sua imagem e inscrição, sendo transformado em moeda divina que trará sua

semelhança entre os homens. O cristão é o meio de circulação usado por Cristo, a

moeda do Reino, por meio da qual se concretizam as grandes transações de misericórdia

e graça com o mundo perdido. Assim como o dinheiro está no lugar do ouro, também o

cristão está no lugar de Cristo, representando sua vontade, sempre boa e aceitável.

(A J. Gordon)


sexta-feira, 18 de setembro de 2026

Aprovados por Deus

 “Pelo contrário, visto que fomos aprovados por Deus, a ponto de ele nos confiar o evangelho, assim falamos, não para agradar as pessoas, e sim para agradar a Deus, que prova o nosso coração”.

(1 Tessalonicenses 2.4)


Existe uma paz que só experimentamos quando paramos de tentar provar algo para os outros e entendemos que nosso valor não está no que mostramos, mas em quem somos — e, mais ainda, em quem Deus diz que somos. Muitas vezes, sentimo-nos pressionadas a sermos as mais capazes; mas, no fundo, isso nos cansa.

Jesus, o Próprio Filho de Deus, não tentou provar Seu valor aos fariseus, nem deu explicações a quem não queria ouvi-lO com o coração aberto. Ele sabia Quem era, para Quem vivia e qual era Seu propósito. A leveza de não querer provar nada é fruto da maturidade em Cristo; é saber que o olhar d’Ele é suficiente.

(T.M.)


Vença o mal com o bem

 “Não se deixe vencer pelo mal, mas vença o mal com o bem.”

(Romanos 12.21)


Ser criticada dói. Às vezes, a crítica vem disfarçada de “conselho”; outras vezes, é cruel, precipitada, vinda de alguém que não conhece a intenção do nosso coração.

Jesus foi criticado por religiosos, por políticos e até por amigos. Chamaram-nO de endemoninhado, questionaram Suas intenções, zombaram da Sua identidade, e, mesmo assim, Ele permaneceu. Continuou curando, amando, pregando e obedecendo ao Pai.

Lidar com críticas sem perder a essência é saber quem você é em Deus. (...)

(T.M.)


DESIGREJADOS

DESIGREJADOS? COMO ASSIM?

 “Muitos irmãos acham que pertencer à igreja é um ato meritório, é uma coisa que eu faço com relação às obras e que depende de mim, pertencer a uma igreja… Até, atualmente existe uma expressão chamada ‘desigrejado’. Essa expressão, lógico, ela tem um tom jocoso, às vezes é um tom até mesmo meio que sarcástico, mas é a coisa mais desprovida de verdade teológica, porque a igreja, quem funda, quem planta, quem nos faz ser colocado na igreja é o Senhor Jesus. E só Ele poderia nos tirar da igreja. Mas a Bíblia não fala que Ele nos tira da igreja. A Bíblia fala que Ele nos coloca na igreja. Ora, se Ele nos coloca na igreja, como é que eu posso ser ‘desigrejado’? Isso não existe. É uma atestação de uma ignorância bíblica. É um tom que virou um rótulo, um rótulo que criaram, mas um rótulo totalmente antibíblico. Não faz o menor sentido bíblico esse rótulo.” 

(Anderson Friend)


Além do véu

 

Irão reinar com Cristo aqui durante 1000 anos e os outros vão ser lançados nas trevas exteriores. Ali haverá choro, ranger de dentes. Presta atenção, irmãos. Trevas exteriores não é o inferno. Ali não há fogo. Ali há escuridão. Ah, mas por quê escuridão? Porque Jesus vai estar aqui neste mundo, ele é a luz do mundo. Então, alguns cristãos vão reinar com Cristo, mas outros vão ser lançados nas trevas exteriores. E a Bíblia diz que ali haverá choro e ranger de dentes para cristãos, irmãos. Ah, que isso, André? Eh, tá lá na Bíblia, eu vou, eu mostro aqui, tá? Então, irmãos, as trevas exteriores, tem gente que nunca, eu creio que os irmãos aqui já ouviram muitas vezes através do irmão Delcio, tem gente que nunca ouviu falar nisso aqui. Isso é um lugar para salvos, irmãos. Os que foram reprovados no tribunal de Cristo, eles estão afastados de Jesus, mas durante só os 1000 anos, tá? Então eles vão ser lançados para fora do reino. Para fora do reino não significa dentro do inferno. Uma coisa é quando eu coloco algo para fora, outra coisa é quando eu coloco, jogo algo para dentro. Então, como eu disse, não é só céu e inferno, não. O mundo espiritual é bem complexo.

André Coelho


O que significa comer o pão e beber o cálice indignamente?

Uma interpretação errônea do termo “indignamente” tem impedido algumas pessoas conscienciosas de se aproximarem da Mesa. Elas raciocinam ass...