domingo, 14 de junho de 2026

O VELHO SE FOI

 Wuest – o velho homem aqui (comentando sobre Romanos 6:6 ) refere-se à pessoa que o crente era antes de ser salvo, totalmente depravado, não regenerado, carente da vida de Deus ... A ideia central é: “sabendo isto: que o nosso velho homem , aquela pessoa que éramos antes de sermos salvos , foi crucificado com Ele, para que o nosso corpo físico, que naquele tempo era dominado pela natureza pecaminosa, se tornasse inoperante nesse aspecto, ou seja, no de ser controlado pela natureza pecaminosa, a fim de que não mais sejamos escravos da obediência habitual à natureza pecaminosa”. As palavras “para que daqui em diante não sirvamos ao pecado” implicam uma obrigação de nossa parte. Existe tal obrigação, mas Paulo não a aborda neste capítulo. Ele argumenta esse ponto em Romanos 12:1 , 2 . Aqui se afirma que esse desapego do crente da natureza maligna foi realizado por Deus, com o resultado de que o crente não mais presta obediência habitual à natureza maligna como fazia antes de Deus o salvar. (Tesouros do Novo Testamento Grego: p. 91) A expressão “nosso velho homem ” refere-se, portanto, ao velho eu não renovado, aquela pessoa que éramos antes da salvação operar em nosso ser, um ser humano dominado inteiramente pela natureza adâmica, com o coração obscurecido pelo pecado, totalmente depravado em sua essência. É a pessoa, vista sob a perspectiva da salvação, que é antiquada, ultrapassada, pertencente a um mundo de pessoas do passado.

(Comentário de Wuest )

segunda-feira, 1 de junho de 2026

O Senhor, nosso ajudador

 "Sim, eu te ajudo." (Isaías 41:10)


A promessa de ontem nos assegurou força para o que temos de fazer, mas esta nos garante auxílio em casos onde não podemos agir sozinhos. O Senhor diz: "Eu te ajudo". A força interior é suplementada pela ajuda externa. Deus pode nos levantar aliados em nossa guerra, se assim parecer bem aos Seus olhos; e mesmo que Ele não nos envie assistência humana, Ele próprio estará ao nosso lado, e isso é ainda melhor. "Nosso Augusto Aliado" é melhor do que legiões de ajudadores mortais. Sua ajuda é oportuna: Ele é socorro bem presente na hora da angústia. Sua ajuda é muito sábia: Ele sabe como dar a cada homem a ajuda adequada e cabível para ele. Sua ajuda é mais eficaz, embora vã seja a ajuda do homem. Sua ajuda é mais do que ajuda, pois Ele carrega todo o fardo e supre toda a necessidade. "O Senhor é o meu ajudador, não temerei o que me possa fazer o homem." Porque Ele já foi o nosso socorro, sentimos confiança nEle para o presente e para o futuro. Nossa oração é: "Senhor, sê tu o meu ajudador"; nossa experiência é: "O Espírito também ajuda as nossas fraquezas"; nossa expectativa é: "Levantarei os meus olhos para os montes, de onde vem o meu socorro"; e nossa canção em breve será: "Tu, Senhor, me ajudaste".


C. H. SPURGEON

sexta-feira, 29 de maio de 2026

CRISTO É A NOSSA JUSTIÇA

 


“Que diremos, pois, à vista destas coisas? Se Deus é por nós, quem será contra nós? Aquele que não poupou o seu próprio Filho, antes, por todos nós o entregamos, porventura, não nos dará graciosamente com ele todas as coisas? Quem intentará acusação contra os eleitos de Deus? É Deus quem os justifica. Quem os condenará? É Cristo Jesus quem morreu ou, antes, quem ressuscitou, o qual está à direita de Deus e também intercede por nós.” 

(Rm 8:31-34)


Isto é amor Divino, e isto foi feito para ser colocado sobre você e sobre mim ‘a quem Ele conheceu de antemão...’. Ele fez tudo isso em relação a nós, a coisa está terminada, e não há qualquer poder no universo de Deus que possa alterar isto, que possa mudá-lo, que possa abalá-lo. É algo que Deus fez. É uma manifestação do Seu próprio amor em Cristo, o qual nada na criação pode tocar, e isto está ligado com a eleição de Deus. Por isso: ‘Quem intentará acusação contra os eleitos de Deus?’ Este capítulo alcança o ponto onde temos colocado fé em Deus neste terreno. Esta fé nos traz para o terreno do Cristo Ressuscitado, e isto significa que não há um ser que possa nos acusar. Que posição! Você pode encontrar muitas faltas em mim. Eu posso encontrar algumas faltas em você. Podemos ver muitas coisas que ainda são nossas imperfeições, porém, você não pode me condenar e me separar do fundamento de minha justificação. Você pode encontrar todas as faltas que possam ser encontradas, e pode continuar a fazer isto para o resto de sua vida, porém, você não pode abalar o fundamento da minha justificação diante de Deus, você não pode tocar aquela posição de minha experiência com Ele. O sangue de Jesus Cristo estabeleceu e ratificou isto para sempre. Se você puder remover Jesus Cristo de Seu lugar à destra de Deus, então você pode destruir o fundamento da minha salvação, da minha justificação, mas você não pode fazer isto. Está fixado no Céu, Nele. 


(Fonte: Extrato de "Maturidade Espiritual" por  T. A. Sparks) 


domingo, 24 de maio de 2026

Uma descrição bastante precisa da raça humana - A. W. Tozer

"Desviam-se os ímpios desde a sua concepção;

nascem e já se desencaminham, proferindo mentiras." (Salmo 58:3)

 "Uma descrição bastante precisa da raça humana poderia ser fornecida a alguém que não a conhecesse, pegando as bem-aventuranças, virando-as do avesso e dizendo: 'Eis a sua raça humana'." (A. W. Tozer)


"A isto, respondeu Jesus: Em verdade, em verdade te digo que, se alguém não nascer de novo não pode ver o reino de Deus." (Jo 3:3) 

domingo, 8 de março de 2026

Este mundo será julgado

 

“Estamos esperando que Deus, à maneira de seus julgamentos, visite esta terra: estamos esperando por Ele. Que pensamento! Sabemos destes julgamentos vindouros; sabemos que existem centenas de milhares de cristãos professos que vivem despreocupadamente, e que, se não mudarem, perecerão sob a mão de Deus. Ah , por que não haveremos de dar o máximo de nós para alertá-los, para implorar com e por eles, para que Deus tenha misericórdia deles? Se sentirmos nossa necessidade de audácia, necessidade de zelo, necessidade de poder, não haveremos de começar a esperar em Deus mais definitivamente e persistentemente como um Deus de juízo, pedindo a Ele que revele a si mesmo nos julgamentos que estão por vir sobre nossos próprios amigos, de forma a que venhamos a ser inspirados por um novo temor pelo Senhor e por eles, sendo constrangidos a falar e a orar como nunca? Verdadeiramente, esperar no Senhor não significa amor à boa vida. Seu objetivo é deixar a Deus e sua santidade, Cristo e o amor que morreu no Calvário, o Espírito e o fogo que queima no céu e veio à terra, tomarem posse de nós, para alertar e despertar homens com a mensagem de que estamos esperando por Deus à maneira de seus julgamentos. Ó cristão, prove que você realmente crê no Deus de juízo!”  

(Andrew Murray)


domingo, 1 de março de 2026

Experiências do caminho da Cruz



 "Porque não queremos, irmãos, que ignoreis a natureza da tribulação que nos sobreveio na [província da) Ásia, porquanto foi acima de nossas forças, a ponto de desesperarmos até da (própria] vida. Contudo, já em nós mesmos tivemos a própria sentença de morte, para que não confiemos em nós, e, sim, no Deus que ressuscita os mortos" (2Co 1:8, 9, Amp.)


No que diz respeito à ressurreição, a conformidade com a morte na Cruz significa uma fraqueza cada vez maior em nós mesmos e não um crescente sentimento de força! Nosso desejo natural é sentir que somos fortes e que podemos fazer isto ou aquilo. Fraqueza é o caminho da Cruz, pois vivemos pela vida e força de Outro.

Vamos citar o testemunho de Jessie Penn-Lewis, que fala de uma crise em sua vida que aconteceu após sua libertação do domínio do pecado. Enquanto desfrutava da obra da Cruz como uma experiência gratificante, ela começou a ler um livro a respeito do caminho da Cruz. Ela testemunha:

Enquanto lia o livro, eu vi claramente o caminho da Cruz e tudo o que ele poderia significar. Em um primeiro momento, coloquei o livro de lado e disse "Não, eu não andarei nesse caminho. Perderei toda a minha experiência gloriosa”.

Mas no dia seguinte peguei o livro novamente e ouvi o Senhor gentilmente dizer-me: "Se você deseja uma vida mais profunda, uma comunhão ininterrupta com Deus, este é o caminho."

Eu pensei: "Devo fazer isto? Não!". E novamente coloquei o livro em um canto.

No terceiro dia peguei o livro mais uma vez. Novamente o Senhor disse: "Se você deseja fruto, esse é o caminho. Não vou retirar a alegria consciente de você, pode conservá-la se assim desejar; mas terá que escolher: ou fica com ela para você mesma, ou anda neste caminho e produz fruto. Qual dos dois você escolherá?"

Então, por Sua graça, eu disse: "Escolho o caminho da frutificação” e cessou todo e qualquer sentimento de experiência consciente. Durante algum tempo eu caminhei em trevas tão intensas - as trevas da fé, que até mesmo tive a impressão de que Deus não existia.

E novamente por sua graça eu disse: “Sim, eu só estou recebendo aquilo que escolhi", então prossegui com reuniões e depois comecei a ver o fruto. A partir daquele momento entendi e reconheci que era o ‘morrer’ e não o ‘fazer’ que produzia fruto espiritual. O segredo de uma vida frutífera é, em resumo, dar-se à outros e não desejar nada para si mesmo; colocar-se completamente nas mãos de Deus e não se preocupar com o que acontece com você. 

(Do livro ‘Memoirs’, de M. N. Garrard.)


(Extrato de “O Supremo Propósito de Deus”, por: DeVern F. Fromke)


Mortos, mas ainda morrendo

 


“Porque quem morreu justificado está do pecado.” (Rm 6:7)


“levando sempre no corpo o morrer de Jesus, para que também a sua vida se manifeste em nosso corpo. Porque nós, que vivemos, somos sempre entregues à morte por causa de Jesus, para que também a vida de Jesus se manifeste em nossa carne mortal.”  (2 Co 4:10-11)


“para o conhecer, e o poder da sua ressurreição, e a comunhão dos seus sofrimentos, conformando-me com ele na sua morte...” (Fp 3:10-11)


Durante muitos anos fiquei intrigado com o desejo de Paulo expresso em Filipenses 3:10, a terceira passagem. Seis anos antes de o apóstolo escrever a Carta aos Filipenses, ele testificou: "Eu fui crucificado com Cristo - [nEle] eu compartilhei de Sua сrucificação; não sou mais eu quem vive, mas Cristo, o Messias, vive em mim; e a vida que agora tenho no corpo eu vivo pela fé - por apegar-me e confiar [completamente] - no Filho de Deus, que me amou e a si mesmo se entregou por mim" (Gl 2:20, Versão Amplificada).

Por que motivo alguém que havia testificado sobre tal morte iria mais tarde dizer: “para o conhecer, e o poder de sua ressurreição, e a comunhão dos seus sofrimentos, conformando-me com ele na sua morte; para, de algum modo, alcançar a ressurreição dentre os mortos" (Fp 3:10, 11)? Se alguém está morto, será que não está morto? Como então Paulo poderia desejar morrer novamente ou continuar a morrer?

Antes de entender a distinção de que falamos anteriormente, eu não conseguia compreender que Paulo não estava mais falando a respeito do morrer do velho homem. Ele está falando como um novo homem de Deus - é propósito seu “preencher o que resta das aflições de Cristo, na minha carne, a favor do seu corpo, que é a igreja..." (Cl 1:24). À medida que ele participasse mais profundamente dos sofrimentos de Cristo, conformando-se ao caminho da Cruz, mais plenamente ele conheceria o poder da ressurreição. Também temos a mesma alegria e privilégio de sermos identificados com o Senhor Jesus ministerialmente.[...]


(Extrato do livro: “O Supremo Propósito de Deus”, DeVern F. Fromke)


O VELHO SE FOI

 Wuest – o velho homem aqui (comentando sobre Romanos 6:6 ) refere-se à pessoa que o crente era antes de ser salvo, totalmente depravado, nã...