quarta-feira, 28 de abril de 2021

Amor que não me deixas nunca

 AMOR QUE NÃO ME DEIXAS NUNCA


"De longe se me deixou ver o SENHOR, dizendo: Com amor eterno eu te amei; por isso, com benignidade te atraí."

(Jeremias 31.3) 


"Atraí-os com cordas humanas, com laços de amor; fui para eles como quem alivia o jugo de sobre as suas queixadas e me inclinei para dar-lhes de comer."

(Oséias 11.4) 


Conta-nos Dr. Gordon a história de George Matheson, quando soube que estava condenado à cegueira.

Um jovem estudante atravessava a praça duma das antigas universidades escocesas, indo de caminho para o seu quarto no internato. Não se sentia bem. Seus olhos estavam fracos, o que tornava o trajeto difícil. Seguindo o conselho dum amigo, havia consultado um especialista em doenças da vista. O médico, depois de um exame minucioso, o avisara firmemente que havia de perder a visão em pouco tempo.

Um terrível soco entre os olhos não poderia tonteá-lo mais do que esta notícia. O seu coração estava perturbado. Perderia a visão!...

Todos os planos que tão esperançosamente arquitetara desfaziam-se na sua frente. Com a perda da visão ir-se-iam o ensino na universidade e todos os seus sonhos dourados. Perturbado, confuso, saiu do consultório médico apalpando o caminho como um sonâmbulo.

Jorge era noivo. Encaminhou-se em direção à casa da querida noiva, espe-rando, sem dúvida, alguma palavra de conforto para o coração dolorido. Como daria ele a triste noticia à moça que ele tanto amava e que prometera ser sua esposa? Seus planos estavam todos mudados; e como receberia ela a notícia?!

Quando lá chegou, contou-lhe em palavras brandas mas briosas a sua situação, sua mudança de planos, dizendo-lhe que ela teria liberdade para deci­dir segundo julgasse melhor. A noiva aceitou a liberdade!

A rejeição da noiva foi o segundo golpe. Pela segunda vez, saiu tristonho e sem enxergar o caminho em que pisava. O golpe parecia acima de suas for­ças, e a dor lhe sufocava o coração!

Mas não estava só. Alguém o aguardava e ternamente fortaleceu seu co­ração quebrantado, falando-lhe palavras amorosas e dando-lhe o bálsamo do conforto e do verdadeiro amor. O moço entregou-se nos braços do Verdadeiro Amigo e todas as dificuldades foram vencidas. Uma nova disposição o domi­nou, toman-do inteira e permanente posse de sua vida. E do seu coração que­brantado, mas cheio de conforto, saíram palavras de louvor e gratidão a Deus, o Amor que nunca muda sejam quais forem as circunstâncias. Estas palavras são cantadas com a música do hino n° 19 do Cantor Cristão ou 38 do Hinário Evangélico.

Transcrevemos aqui apenas duas estrofes desse hino traduzido para o português:


"Amor, que por amor desceste,

Amor, que por amor morreste,

Oh! Quanta dor não padeceste,

Meu coração p'ra conquistar,

E meu amor ganhar.


Amor que nunca, nunca mudas,

Que nos teus braços me seguras,

E cerca-me de mil venturas.

Aceita agora, ó Salvador,

O meu humilde amor."


"Ora, antes da Festa da Páscoa, sabendo Jesus que era chegada a sua hora de passar deste mundo para o Pai, tendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os  até ao fim."

(João 13.1) 


Fraternal abraço irmãos

sábado, 17 de abril de 2021

Hinário Cristão online

 

Hinário Cristão

GRAÇA E PAZ IRMÃOS!

COM GRANDE ALEGRIA ANUNCIAMOS AGORA TAMBÉM 
NOSSO HINÁRIO PARA DOWNLOAD NOS 
APLICATIVOS MÓVEIS. 

SEGUE ABAIXO OS LINKS DO NOSSO HINÁRIO 

QUE O SENHOR VOS ABENÇOE RICAMENTE! 

Abraços fraternos!

Abaixo LINK para computador e celular 


segunda-feira, 1 de fevereiro de 2021

Salvação Radical

 O homem natural é um deus para si mesmo; além disso, possui muitos outros deuses. Quer seja a justiça própria, o agradar a si mesmo, o mundo, as riquezas, a família, em qualquer forma que tudo isso apareça, “outros senhores têm exercido domínio sobre ele”, exceto o Deus vivo e verdadeiro. A mente humana possui tal natureza que deve amar e adorar algum objeto. Em seu estado de inocência, a criatura tinha o Senhor como seu único objeto de amor e adoração. Caídos desse estado de afeição simples e suprema, mediante a promessa do tentador (a promessa de que, se comessem do fruto da árvore proibida, seriam como Deus — Gn 3.5), lançaram fora, num momento, sua dedicação ao Senhor, rejeitaram-No como objeto de seu amor supremo, como o centro de suas afeições mais santas e tornaram-se deuses para si mesmos. O templo foi arruinado, o altar, derrubado, a chama pura, apagada. Deus afastou-se, e “outros senhores” entraram e tomaram posse da alma do ser humano.


Mas, que admirável mudança a graça produz! Ela repara o templo, reconstrói o altar, reacende a chama e traz a Deus de volta ao homem! Deus em Cristo é agora o principal objeto do amor, da adoração e do culto do homem. O ídolo do eu foi subjugado, a justiça própria, renunciada, a auto-exaltação, crucificada. O “valente, bem armado” entrou, expulsou o usurpador e, “fazendo novas todas as coisas”, recuperou a supremacia que, por direito, era dEle mesmo. As afeições, livres de sua falsa deidade e renovadas pelo Espírito, agora voltam-se para Deus e descansam nEle. Deus em Cristo! Quão glorioso Ele se mostra agora! De fato, a alma é levada a conhecer e amar um novo Deus. Ela nunca tinha visto em Deus tanta beleza, excelência e bem-aventurança como vê agora. Qualquer outra glória fenece e morre perante a insuperável glória do caráter, dos atributos, da autoridade e da lei de Deus. Agora, a alma se vê reconciliada com Deus, em Cristo; a inimizade cessa, o ódio desaparece, a hostilidade abandona suas armas, bem como os pensamentos injustos sobre a lei dEle; findam-se os sentimentos rebeldes contra a autoridade de Deus, e o amor surge na alma. E, no precioso Cristo, o único Mediador, Deus e o pecador se encontram, recebem um ao outro e passam a viver em harmonia. Verdadeiramente, eles se tornam um. Deus diz à alma: “Tu és minha”. Esta responde: “Tu és o meu Deus — outros deuses tiveram domínio sobre mim, mas, daqui por diante, servirei somente a Ti, amarei somente a Ti . ‘A minha alma apega-se a ti; a tua destra me ampara’ (Sl 63.8). ‘Uma coisa peço ao Senhor, e a buscarei: que eu possa morar na Casa do Senhor todos os dias da minha vida, para contemplar a beleza do Senhor e meditar no seu templo’ (Sl 27.4)”.


OCTAVIUS WINSLOW


segunda-feira, 28 de dezembro de 2020

Os Vencedores na Era Final da Igreja

Ao longo de toda a História da Igreja, houve aqueles que tinham ouvidos para ouvir, houve aqueles que foram vencedores.

Irmãos e irmãs não permita que essa palavra Vencedor te atemorize; porque essa palavra Vencedor significa o Cristão normal. Se olharmos pra aqueles que corresponderam, eles simplesmente estava vivendo uma vida cristã normal. 

Todos os outros estavam num padrão abaixo, uma vida sub-normal; aqueles que seguem ao Cordeiro, eles simplesmente seguem uma vida cristão normal. Eles vencem. Qual é a característica destes vencedores?

Será que eles vencem por causa do seu grande conhecimento? Ou por causa das suas grandes obras? Eles vencem por causa do sangue do Cordeiro! Eles reconhecem que são pecadores salvos pela graça. E é somente Ele. Eles vencem pela palavra do Seu testemunho. E qual é a palavra do Seu testemunho? É que Cristo é tudo em todos! 

E não amaram as suas vidas até a morte. Alguns viveram uma vida de mártir, alguns morreram uma morte de mártir. Nem todos os mártires morreram de forma voluntária; alguns foram de maneira involuntária. Nós não sabemos o que está diante de nós. Mas sabemos de uma coisa, o
Cordeiro já foi adiante de nós. Já preparou o caminho, de maneira que qualquer coisa que vier, já há aquela provisão plena em Cristo. 

O Senhor está fazendo chamado ao seu povo, quando consideramos esta era da História da Igreja, essa não é uma era independente em si mesmo. Mas é simplesmente uma era que está a parte do seu propósito eterno, de como Ele está desejoso de preparar um povo, para ser aquela noiva; para apressar a sua volta. E será que vamos ser nós aqueles que vão escolher seguir o Cordeiro?  

Irmãos e irmãs, cada um de nós tem escolha. Em qual queremos estar? “Aquele que tem ouvidos para ouvir, ouça aquilo que o Espírito diz as Igrejas”. Estamos falando aqui, a respeito de uma escolha
individual, estas cartas foram escritas para todas as Igrejas, mas o chamado para ouvir, é individual. 

A medida que aqueles indivíduos respondem, então conhecem o caminho da Igreja; e podem ver o seu chamado e o seu propósito, a medida que eles buscam a Palavra de Deus, a medida que eles permitam que Cristo seja aquele Cabeça Vivo, e dê ao Espírito Santo o seu lugar correto. 

E nós vamos ver que o nosso Deus é um Deus com propósito, e como ele realmente quer resumir e condensar todas as coisas no Seu Filho. E Ele está realmente buscando aqueles, que exatamente como Seu Filho seguiram o caminho da cruz;
e vão seguir o caminho da cruz, vão negar a si mesmos, diariamente seguir ao Cordeiro. 

Em Apocalipse fala que aqueles que seguem ao Cordeiro, sabe onde é que eles vão acabar? E em Apocalipse 14 é dito que eles vão acabar lá no trono de Deus. Mas irmãos e irmãs, o nosso Senhor tem um coração de amor pela Igreja; e Ele continua a se revelar para aqueles que tem ouvidos para ouvir. Quanto mais nós vemos Ele, nós vemos Cristo, e também vemos O Cristo; que é a Igreja. 

Irmãos e irmãs que possamos escolher, aquele
caminho de segui-lo; o nosso coração individualmente que vai trazer glória para o Seu nome.  

Mac Granham (Série de Mensagens A História da Igreja)

domingo, 25 de outubro de 2020

ACEITOS EM CRISTO JESUS, O AMADO DE DEUS

 

 

"E porá a mão sobre a cabeça do holocausto, para que seja aceito a favor dele, para a sua expiação…Aquele que não conheceu pecado, ele o fez pecado por nós; para que, nele, fôssemos feitos justiça de Deus... No qual temos a redenção, pelo seu sangue, a remissão dos pecados, segundo a riqueza da sua graça... " (Lv 1.4 ; 2 Co 5.21; Ef 1.7; )

 

A nossa Posição Espiritual é Resultado da Obra na Cruz de Cristo. A união do crente com Cristo é vital, orgânica, indissolúvel e é a causa da promoção das bênçãos decorrentes do Evangelho da graça. “Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que nos tem abençoado com toda sorte de benção espiritual nas regiões celestiais em Cristo, assim como nos escolheu, nele, antes da fundação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis perante ele; e em amor…”(Ef 1.3-4)

Então a Escritura Sagrada nos informa que Cristo tomou o nosso lugar na cruz como nosso substituto para levar sobre Si mesmo o pecado e promover a nossa salvação. Ele nos atraiu a Si mesmo quando foi levantado na cruz para que, por sua morte, fôssemos libertos de Adão e todas as suas consequências da queda, a fim de sermos participantes da Sua vida ressurreta com todas as bênçãos decorrentes da salvação.

“Porque, se fomos unidos com ele na semelhança da sua morte, certamente, o seremos também na semelhança da sua ressurreição... E, assim, se alguém está em Cristo, é nova criatura; as coisas antigas já passaram; eis que se fizeram novas.” (Rm 6.5; 2 Co 5.17)

Sermos libertos de Adão - do pecado, do mundo, de nós mesmos, da carne, da morte, do malígno e de toda a sua pretensão sobre nós -,  e sermos introduzidos no reino do Filho do amor de Deus é obra exclusiva da graça soberana de Deus Pai. 

A fé lança mão daquilo que Cristo fez e o que Ele se tornou para nós. Esse é o fundamento da nossa comunhão, segurança e paz duradoura e eterna. 

Cristo é o nosso alimento. Disse-lhe Ele: “Eu sou o pão da vida… Quem comer a minha carne e beber o meu sangue tem a vida eterna, e eu o ressuscitarei no último dia. Pois a minha carne é verdadeira comida, e o meu sangue é verdadeira bebida. Quem comer a minha carne e beber o meu sangue permanece em mim, e eu, nele. Assim como o Pai, que vive, me enviou, e igualmente eu vivo pelo Pai, também quem de mim se alimenta por mim viverá. Este é o pão que desceu do céu, em nada semelhante àquele que os vossos pais comeram e, contudo, morreram; quem comer este pão viverá eternamente.” (Jo 6:48,54-58)

 

Existem inúmeros versos da Escritura Sagrada que nos mostram o que Deus fez por nós através da morte e ressurreição de Jesus. Alguns exemplos que devem ser considerados por momento são João 12:32; Romanos 6:6,7; Efésios 2:6, (etc..). “E eu, quando for levantado da terra, atrairei todos a mim mesmo…sabendo isto: que foi crucificado com ele o nosso velho homem, para que o corpo do pecado seja destruído, e não sirvamos o pecado como escravos; porquanto quem morreu está justificado do pecado...e, juntamente com ele, nos ressuscitou, e nos fez assentar nos lugares celestiais em Cristo Jesus.”

Como consequência dessa nossa união na crucificação, morte, ressurreição, ascensão de Cristo e recebimento do Seu Espírito, recebemos sua vida e agora temo-Lo como nossa porção pela fé. O verso da primeira epístola aos Coríntios é categórica e resume o que temos declarado acima: “Mas vós sois dele, em Cristo Jesus, o qual se nos tornou, da parte de Deus, sabedoria, e justiça, e santificação, e redenção.” (1º Co 1:30).

 

Prezado amigo, haveis sido induzido a descansar sobre este santo e feliz Fundamento?

O que significava o pecador colocar a sua mão sobre o holocausto para que ele fosse aceito a favor dele para sua expiação?

Assim considerou C.H.Mackintosh: “O ato da imposição das mãos exprimia completa identificação. Por este ato significativo o oferente e a oferta tornavam-se um; e esta unidade, no caso do holocausto, assegurava ao oferente que a sua oferta era aceite. A aplicação deste fato a Cristo e ao crente realça uma verdade das mais preciosas, uma das mais largamente desenroladas no Novo Testamento, a saber: a identificação eterna do crente com Cristo e a sua aceitação em Cristo:"... qual ele é, somos nós também neste mundo... No que é verdadeiro estamos."(l Jo 4:17;5:20). Nada menos do que isto nos podia aproveitar. O homem que não está em Cristo está nos seus pecados. Não há terreno neutro. Ou havemos de estar em Cristo ou fora d'Ele. Não se pode estar parcialmente em Cristo. Ainda que seja apenas a espessura de um cabelo que se interponha entre vós e Cristo, estais num estado positivo de ira e condenação. Pelo contrário, se estais n'Ele, então sois "qual ele é" perante Deus, e assim considerados na presença da santidade infinita. Tal é o ensino claro da Palavra de Deus. "Estais perfeitos nele", sois "membros do seu corpo", da Sua carne e dos Seus ossos, "agradáveis" a Deus "no amado", porque "o que se ajunta com o Senhor é um mesmo espírito" (1 Co 6:17; Ef 1:6; 5:20, C12:20). Ora, não é possível que a Cabeça esteja num grau de aceitação e os membros noutro. Não; a Cabeça e os membros são um. Deus considera-os um; e, portanto, são um. Esta verdade é, ao mesmo tempo, o fundamento da mais elevada confiança e da mais profunda humildade. Dá-nos a mais completa segurança "para que no dia do juízo tenhamos confiança" (1 Jo 4:17), visto que não é possível haver qualquer acusação contra Aquele com quem estamos unidos. Dá-nos uma profunda impressão da nossa própria nulidade, visto que a nossa união com Cristo é baseada na morte da velha natureza e na abolição total de todos os seus direitos e pretensões. Visto que, portanto, a Cabeça e os membros são considerados na mesma posição de infinito favor e aceitação perante Deus, é evidente que todos os membros têm uma mesma aceitação, uma mesma salvação, a mesma vida e uma mesma justiça. Não há graus diferentes na justificação. O recém-nascido em Cristo e o crente de cinquenta anos estão no mesmo plano de justificação. Um está em Cristo, e o outro também; e assim como estar em Cristo é a única base de vida, também o é de justificação. Não há duas espécies de vida nem duas espécies de justificação. Não há dúvida que existem diversos graus de gozo desta justificação — vários graus no conhecimento da sua plenitude e extensão — vários graus na capacidade de mostrar o seu poder sobre o coração e a vida; e estas coisas são frequentemente confundidas com a própria justificação, a qual, sendo divina, é, necessariamente, eterna, absoluta, invariável, e não pode ser afetada pela flutuação dos sentimentos ou experiências humanas. Mas, além disso, não há progresso na justificação. O crente não está mais justificado hoje do que estava ontem; nem estará mais justificado amanhã do que está hoje. Sim, a alma que "está em Cristo Jesus" está tão completamente justificada como se estivesse diante do trono de Deus. O crente é "perfeito em Cristo". É "como" Cristo. Está, sobre a própria autoridade de Cristo, "todo limpo" (Jo 13:10). Que mais poderia esperar ser deste lado da glória ? Pode fazer e fará — se andar em Espírito — progresso no gozo desta gloriosa realidade; mas, quanto à própria justificação, no momento em que, pelo poder do Espírito Santo, creu o evangelho, passou de um estado positivo de injustiça e condenação para um estado positivo de justiça e aceitação. Tudo isto se baseia na perfeição divina da obra de Cristo; precisamente como no caso do holocausto, em que a aceitação do adorador era baseada na aceitação da oferta. Não era uma questão de saber o que ele era, mas simplesmente do que era o sacrifício. "Para que seja aceito por ele, para a sua expiação."”

 

 

Sabeis que a questão do vosso pecado foi para sempre arrumada"? Você crê no que diz a Escritura? “Sabendo isto: que foi crucificado com ele o nosso velho homem, para que o corpo do pecado seja destruído, e não sirvamos o pecado como escravos; porquanto quem morreu está justificado do pecado…carregando ele mesmo em seu corpo, sobre o madeiro, os nossos pecados, para que nós, mortos para os pecados, vivamos para a justiça; por suas chagas, fostes sarados.”(Rm 6:6,7 ; 1Pe 2:24)

 

Haveis posto, mediante a fé, a vossa mão sobre a cabeça da vítima do sacrifício de expiação?    Aqui jáz a Identificação do Adorador com o Holocausto: "E porá a sua mão sobre a cabeça do holocausto, para que seja aceito por ele, para a sua expiação." O que isto significa no contexto da nova aliança? "Aquele que não conheceu pecado, ele o fez pecado por nós; para que, nele, fôssemos feitos justiça de Deus." (2 Co 5:21). Aleluia! 

Ele tomou a nossa posição com todas as suas consequências para que nós pudéssemos ter a Sua com todas as suas consequências. Foi tratado como pecado sobre a cruz para que nós pudéssemos ser tratados como justiça na presença da santidade infinita. Foi retirado da presença de Deus porque tinha pecado sobre Si, por imputação, para que nós pudéssemos ser recebidos na casa de Deus e em Seu seio, porque, por imputação, temos uma perfeita justiça. Teve de suportar a invisibilidade do semblante de Deus para que nós pudéssemos gozar da luz desse semblante. Teve de passar três horas de trevas para que nós pudéssemos andar na luz eterna. Foi desamparado por Deus por um tempo, para que nós pudéssemos gozar a Sua presença para sempre. Tudo que nos era imposto, como pecadores arruinados, foi posto sobre Si para que tudo que Lhe era devido, como Realizador da redenção, pudesse ser nosso. Tudo foi contra Si quando foi pendurado no madeiro de maldição para que nada pudesse haver contra nós. Identificou-se conosco, na realidade da morte e do juízo, para que nós pudéssemos ser identificados consigo, na realidade da vida e justiça. Bebeu o cálice da ira — o cálice do terror— para que nós pudéssemos beber o cálice da salvação — o cálice do favor infinito. Foi tratado conforme os nossos méritos para que nós pudéssemos ser tratados segundo os Seus. 

 

Haveis visto o sangue expiatório de Jesus tirar toda a vossa culpa e arrojá-la às

águas do esquecimento de Deus? “E a vós outros também que, outrora, éreis estranhos e inimigos no entendimento pelas vossas obras malignas, agora, porém, vos reconciliou no corpo da sua carne, mediante a sua morte, para apresentar-vos perante ele santos, inculpáveis e irrepreensíveis”. (Cl 1:21-22)

 

A justiça Divina tem ainda alguma coisa contra vós? Crês no que o Senhor realizou pelo Seu povo? “Agora, pois, já nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus... Justificados, pois, mediante a fé, temos paz com Deus por meio de nosso Senhor Jesus Cristo.(Rm 8:1,5:1)

 

Estais livre do pavor inexprimível de uma consciência culpada? Lembre-se, o justo foi tratado como injusto; o injusto foi aceito no justo."Cristo padeceu uma vez pelos pecados, o justo pelos injustos, para levar-nos a Deus...muito mais o sangue de Cristo, que, pelo Espírito eterno, a si mesmo se ofereceu sem mácula a Deus, purificará a nossa consciência de obras mortas, para servirmos ao Deus vivo!" (1 Pe 3:18; Hb 9:14).

 

Não vos entregueis ao repouso, rogo-vos, antes de poderdes dar uma

resposta feliz às interrogações supracitadas. Ficai certo de que é privilégio

ditoso até do mais fraco crente em Cristo regozijar-se na plena e

eterna remissão dos seus pecados, com base numa expiação

efetuada. É declaração divina pela Sua graça plena em Cristo Jesus palavras tais como: " E a vós outros também que, outrora, éreis estranhos e inimigos no entendimento pelas vossas obras malígnas, agora, porém, vos reconciliou no corpo da sua carne, mediante a sua morte, para apresentar-vos perante Ele santos, inculpáveis e irreprensíveis." (Cl 1:21-22)

Qual é a nossa garantia celestial? O Cordeiro de Deus! Ele foi entregue e ressuscitado para nossa completa justificação. “o qual foi entregue por causa das nossas transgressões e ressuscitou por causa da nossa justificação.” (Rm 4.25). 

Os nossos pecados levaram Cristo à cruz; mas Ele leva-nos a Deus. E se Ele nos leva a Deus é por Sua própria aceitabilidade como ressuscitado de entre os mortos, havendo tirado os nossos pecados, segundo a perfeição da Sua obra. Ele levou os nossos pecados para longe do santuário de Deus a fim de nos poder trazer perto, até mesmo ao lugar santíssimo, em inteira confiança de coração, tendo a consciência purificada de toda a mancha de pecado pelo Seu precioso sangue.

 

Por isso, se alguém ensina outra coisa, rebaixa o sacrifício de Cristo ao nível de "bodes e bezerros". Se não podemos saber que os nossos pecados estão perdoados, então onde estão

as boas novas do evangelho? Um cristão não está em melhores circunstâncias, quanto ao sacrifício de expiação, do que um judeu? Este tinha o privilégio de saber que os seus interesses estavam assegurados por um ano por meio do sangue de um sacrifício

anual. Aquele não pode ter nenhuma certeza? Decerto que pode.

Pois bem, se há alguma certeza tem de ser eterna, visto que descansa sobre um sacrifício eterno.

Isto e isto somente é o fundamento de adoração. A segurança perfeita do perdão do pecado produz não um espírito de confiança própria, mas um espírito de louvor, gratidão e adoração. Produz, não um espírito de complacência própria, mas de gratidão pela complacência de Cristo, que, bendito seja Deus, é o espírito que há - de caracterizar os remidos por toda a eternidade. Não nos induz alguém a fazer pouco caso do pecado, mas a pensar na graça que

o perdoou perfeitamente, do sangue que o cancelou inteiramente. É impossível que alguém possa contemplar a cruz — possa ver o lugar que Cristo tomou e meditar nos sofrimentos —, e ponderar sobre essas três horas terríveis de trevas e, ao mesmo tempo, olhar o pecado como coisa sem importância. Quando todas estas coisas são compreendidas, no poder do Espírito Santo, devem seguir-se dois resultados, a saber, horror do pecado, sob todas as suas

formas, e amor verdadeiro por Cristo, o Seu povo e a Sua causa.(...)

Deus mesmo fez a paz e isto é bastante para a fé; e, portanto, pela fé temos comunhão com Deus, no conhecimento e gozo da redenção efetuada. Provamos a frescura do próprio gozo de Deus naquilo que Ele fez. Alimentamo-nos de Cristo em toda a plenitude e bem-aventurança da presença de Deus.

 

(Levi Cândido / C. H. Mackintosh)


domingo, 20 de setembro de 2020

O Cordeiro Imolado

 


Na interpretação deste capítulo 12 de Êxodo temos que tratar com unta assembleia e um sacrifício é: "todo o ajuntamento da congregação de Israel o sacrificará à tarde" (versículo 6). Não se trata tanto de um número de famílias e alguns cordeiros (o que por certo é muito verdade) como de uma assembleia e um cordeiro. Cada família era a expressão local de toda a assembleia reunida em torno do cordeiro. O antítipo deste ato têmo-lo em toda a Igreja de Deus reunida pelo Espírito Santo em nome do Senhor Jesus, da qual cada assembleia em particular, onde quer que se reúna, deve ser a expressão local. O Sangue sobre as Ombreiras e na Verga das Casas "E tomarão do sangue e pô-lo-ão em ambas as ombreiras e na verga da porta, nas casas em que o comerem. E naquela noite comerão a carne assada no fogo, com pães asmos; com ervas amargosas a comerão. Não comereis dele nada cru, nem cozido em água, senão assado ao fogo; a cabeça com os pés e com a fressura" (versículos 7 -9). O cordeiro da páscoa é-nos apresentado sob dois aspectos, a saber: como fundamento da paz e como centro de unidade. O sangue na verga das portas assegurava a paz de Israel: "...vendo eu sangue, passarei por cima de vós" (versículo 13). Nada mais era necessário, senão a aspersão do sangue, para se desfrutar paz em relação com o anjo destruidor. A morte devia fazer a sua obra em todas as casas do Egito. "Aos homens está ordenado morrerem uma vez" (Hb 9:27). Porém, Deus, em Sua grande misericórdia, encontrou um substituto imaculado para Israel, sobre o qual foi executada a sentença de morte. Assim, as exigências de Deus e a necessidade de Israel foram cumpridas por uma e mesma coisa, a saber: o sangue do cordeiro. O sangue fora das portas era prova de que tudo estava perfeita e divinamente arrumado; e, portanto, dentro reinava perfeita paz. Uma sombra de dúvida no coração dum israelita teria sido uma desonra para o fundamento divino da paz— o sangue da expiação. É verdade que cada um daqueles que se achavam dentro de casa, em cuja porta o sangue havia sido posto, deveria sentir, necessariamente, que se tivesse de receber a justa retribuição dos seus pecados, a espada do anjo destruidor cairia irremediavelmente sobre si; porém o cordeiro havia sofrido em seu lugar. Este era o fundamento sólido da sua paz. O juízo que lhe competia caíra sobre uma vítima designada por Deus e, crendo isto, podia comer em paz dentro de casa. Uma dúvida sequer teria feito do Senhor mentiroso; pois Ele havia dito: "vendo eu sangue, passarei por cima de vós". Isto era suficiente. Não era uma questão de mérito pessoal. O ego nada tinha a ver com o assunto. Todos os que se achavam protegidos pelo sangue estavam salvos. Não estavam apenas num estado de salvos, mas salvos. Não esperavam nem oravam para ser salvos, sabiam que isso era um fato assegurado, em virtude da autoridade daquela palavra que permanecerá de geração em geração. Demais, não se achavam em parte salvos e em parte expostos ao juízo: estavam completamente salvos. O sangue do cordeiro e a palavra do senhor constituíam o fundamento da paz de Israel naquela noite terrível em que os primogênitos do Egito foram abatidos. Se um simples cabelo da cabeça de um israelita pudesse ser tocado, isso teria anulado a palavra do Senhor e declarado nulo o sangue do cordeiro. É da máxima importância ter-se um conhecimento claro daquilo que constitui o fundamento da paz do crente na presença de Deus. São associadas tantas coisas à obra consumada de Cristo, que as almas se veem envolvidas na confusão e incerteza quanto à sua aceitação. Não discernem o caráter absoluto da redenção pelo sangue de Cristo na sua aplicação a si mesmas. Parece que ignoram que o perdão dos seus pecados descansa sobre o simples fato de se ter efetuado perfeita expiação: um fato comprovado, à vista de todos os entes inteligentes criados, pela ressurreição de entre os mortos do Substituto do pecador. Sabem que não existe outro meio de salvação senão pelo sangue da cruz, porém demônios sabem isto também, e de nada lhes aproveita. O que necessitamos saber é que estamos salvos. O israelita sabia não somente que havia segurança no sangue, mas que estava em segurança. E em segurança por quê ? Era devido a alguma coisa que havia feito, ou sentido, ou pensado?-De modo nenhum; mas, sim porque Deus havia dito: "vendo eu sangue passarei por cima de vós". O israelita descansava sobre o testemunho de Deus; acreditava naquilo que Deus havia dito, porque Deus o havia dito: "esse confirmou que Deus é verdadeiro."


Por: C.H.Mackintosh


Arrependimento para vida

 "Naqueles dias, apareceu João Batista pregando no deserto da Judeia e dizia: Arrependei-vos, porque está próximo o reino dos céus. Por...